Quando não usar crase: conheça regras e exceções

Quando não usar crase: conheça regras e exceções

Saiba em quais situações a crase não deve ser usada e evite erros comuns em sua escrita com regras diretas e exemplos.

Dominar o uso correto da crase é essencial para quem busca excelência nos estudos e desempenho impecável nas provas. Erros nessa área podem comprometer sua redação e gerar perda de pontos preciosos. Saber quando não usar crase é tão importante quanto saber aplicá-la corretamente e, para isso, é necessário entender quais palavras e expressões jamais exigem esse acento.

Neste conteúdo, você encontrará regras claras e objetivas sobre a ausência da crase, inclusive em casos como crase antes de verbos, pronomes e expressões específicas. Além disso, exploraremos situações em que o uso da crase é facultativo, dando segurança na hora de escrever com precisão.

Regras principais para não usar crase

Dominar as situações em que a crase não deve ser aplicada é essencial para escrever bem e evitar deslizes gramaticais comuns em redações, provas discursivas e questões objetivas. A seguir, conheça os contextos em que o uso do acento indicativo de crase é gramaticalmente incorreto, com exemplos explicativos para facilitar a compreensão.

Antes de palavras masculinas

Como a crase representa a combinação da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”, ela só pode ocorrer diante de palavras femininas. Dessa forma, antes de termos masculinos o uso da crase é impossível. Essa é uma das regras mais simples, porém frequentemente negligenciada.

Exemplos:

  • “Chegamos a pé à escola.”
  • “O cavaleiro foi a cavalo até o vilarejo.”
  • “Prefere comprar a prazo ou à vista?”

Em todos os exemplos, “pé”, “cavalo” e “prazo” são substantivos masculinos. Por isso, não se usa o artigo feminino e, consequentemente, não há crase.

Antes de verbos

Os verbos não são precedidos por artigos definidos e, sendo assim, não podem ser acompanhados de crase. Caso a palavra seguinte ao “a” seja um verbo no infinitivo, a fusão gramatical que origina a crase não acontece.

Exemplos:

  • “Comecei a estudar ainda de madrugada.”
  • “Estamos prontos a ajudar no que for necessário.”
  • “Ela começou a cantar bem cedo.”

Note que “estudar”, “ajudar” e “cantar” são todos verbos no infinitivo. Logo, o uso da crase aqui é incorreto.

Antes de pronomes pessoais, de tratamento, demonstrativos e indefinidos

Pronomes pessoais, de tratamento (com exceção das formas femininas que aceitem artigo), demonstrativos e indefinidos geralmente não admitem artigo definido feminino. Assim, nesses contextos, mesmo que haja a preposição “a”, não ocorre a fusão que gera a crase.

Exemplos corretos:

  • “Falei a ela sobre o processo seletivo.” — Pronome pessoal
  • “Enviei um e-mail a você com todos os pontos discutidos.” — Pronome de tratamento
  • “Nunca confie a ninguém seus segredos.” — Pronome indefinido

Exceção importante:

Os únicos pronomes demonstrativos que podem receber crase são “aquele(s)”, “aquela(s)” e “aquilo”. Isso ocorre porque eles admitem a presença do artigo definido feminino “a”.

Exemplos com crase correta:

  • “Dirigia-se àquela instituição com frequência.”
  • “Referiu-se àquilo que lhe causara indignação.”

Antes de artigos indefinidos

Quando o substantivo que acompanha a preposição “a” está precedido de um artigo indefinido (“um”, “uma”, “uns”, “umas”), não existe motivo para usar a crase. Isso porque a fusão requer especificamente o artigo definido feminino “a”.

Exemplos corretos:

  • “Fomos a uma conferência sobre saúde pública.”
  • “Chegamos a uma conclusão rápida.”
  • “Ele aludiu a uma fala que gerou polêmica.”

Ao identificar um artigo indefinido junto ao substantivo, elimina-se a possibilidade de crase.

Em expressões com palavras repetidas

Expressões formadas por palavras repetidas geralmente carecem de artigo definido entre os termos. Assim, como não há o artigo “a”, a crase deve ser evitada mesmo quando existe repetição que pareça gerar ambiguidade.

Exemplos:

  • “Os adversários ficaram frente a frente.”
  • “O carro bateu porta a porta distribuindo panfletos.”
  • “A água invadiu o galão gota a gota.”

Então, apesar da sequência repetitiva, essas expressões refletem figuras de linguagem ou locuções adverbiais, desprovidas de artigos definidos femininos.

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1. Identificação de erros no uso da crase

Essa é a pegadinha mais comum. Vão te dar frases ou trechos de texto e pedir para você encontrar a frase em que a crase está certa ou errada e/ou corrigir um erro de crase em uma frase.

2. Justificativa do uso/não uso da crase

Às vezes, não basta saber se tem crase, você precisa explicar o porquê. Isso mostra que você realmente entende a regra por trás do acento grave.

3. Substituição de termos

Cobra a capacidade de adaptar as regras da crase em diferentes contextos. Eles pedem para você trocar uma palavra por outra e ver como a crase se comporta.

4. Preenchimento de lacunas

As questões podem solicitar que se preencha com “a”, “à”, “as” ou “às”. E, você terá que analisar cada espaço individualmente.

5. Análise de textos

Em questões mais elaboradas, a crase aparece dentro de um texto maior. Você precisará interpretar o trecho e analisar gramaticalmente o uso da crase no contexto.

Dessa forma, dominar as regras sobre quando não usar crase é essencial para fortalecer a precisão gramatical em textos dissertativos e argumentativos, especialmente em provas e redações. Portanto, ao internalizar essas regras com prática e atenção aos contextos, o candidato se posiciona com segurança no uso da norma culta da língua portuguesa.

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Exemplo I

Confira essa questão do simulado EEAR 2021:

ALTERNATIVA: C

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Exemplo II

Confira essa questão da ESPCEX 2022:

ALTERNATIVA: B

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