As orações subordinadas substantivas são essenciais para uma compreensão aprofundada da estrutura da língua portuguesa. Elas exercem a função de substantivo no período composto. Entendê-las é fundamental tanto para dominar a produção textual quanto para interpretar questões com clareza nas provas de concursos militares!
Ao observarmos como essas orações completam ou exercem funções dentro de outras estruturas, percebemos seu papel na coesão e coerência textual. Cada tipo – subjetiva, objetiva direta e objetiva indireta – apresenta uma particularidade que pode ser decisiva no momento da análise sintática ou da escrita dissertativa.
Neste texto, você entenderá o conceito das orações subordinadas substantivas, aprenderá a identificá-las e, o mais importante, conhecerá cada uma das suas seis classificações e com exemplos práticos para dominar de vez esse conteúdo! Vamos lá?
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O que são orações subordinadas substantivas?
As orações subordinadas substantivas funcionam como substantivos dentro da estrutura de uma oração principal. Ou seja, elas ocupam papéis típicos dos substantivos, como: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto.
Sua principal característica é que dependem sintaticamente da oração principal, complementando ou exercendo alguma função dentro dela.
A identificação desse tipo de oração se dá pela substituição por um substantivo ou pronome demonstrativo como “isso”. Por exemplo:
- “É necessário que você estude.” → “É necessário isso.”
- “Desejo que ele passe na prova.” → “Desejo isso.”
Neste artigo, vamos focar especificamente nos três tipos mais abordados em provas, que são as orações subordinadas substantivas subjetivas, objetivas diretas e objetivas indiretas.
Oração subordinada substantiva subjetiva
A oração substantiva subjetiva atua como sujeito da oração principal. É comum em construções em que o verbo que acompanha a oração principal está na voz passiva ou em forma impessoal, além de expressar uma ideia abstrata ou generalizada.
Exemplos:
- “É importante que os alunos compreendam o conteúdo.”
- “Parece certo que a prova será difícil.”
Observe que o sujeito real da oração é o conteúdo da subordinada (o “que os alunos compreendam o conteúdo”, por exemplo), mesmo que o verbo da oração principal venha conjugado de forma impessoal.
Como identificar:
- O verbo da oração principal aparece impessoal: “é necessário”, “é importante”, “convém”.
- A oração subordinada vem iniciada por conjunções integrantes, geralmente “que” ou “se”.
- A substituição por “isso” confirma a função de sujeito:
- “É importante isso.” → Estrutura válida, logo é oração subjetiva.
Oração subordinada substantiva objetiva direta
Esse tipo de oração exerce a função de objeto direto de um verbo transitivo direto da oração principal. É uma estrutura muito examinada em questões de uso de conjunções e análise sintática.
Exemplos:
- “O aluno disse que faria o simulado.”
- “Esperamos que tudo ocorra bem.”
Como identificar:
- O verbo da oração principal pede complemento, sem preposição (verbo transitivo direto).
- A oração tem função de objeto direto desse verbo.
- Substituir por “isso” também funciona:
- “O aluno disse isso.” → oração objetiva direta confirmada.
Essa oração geralmente complementa verbos do tipo “dizer”, “afirmar”, “acreditar”, “esperar”, “querer”, entre outros.
Oração subordinada substantiva objetiva indireta
Aqui, a subordinada exerce a função de objeto indireto, já que exige uma preposição antes da conjunção integrante “que” ou “se”. É comum verbos regidos por preposição.
Exemplos:
- “Desconfio de que ele esteja mentindo.”
- “Necessitamos de que o material seja entregue no prazo.”
Como identificar:
- O verbo principal exige preposição, por isso é transitivo indireto.
- A oração subordinada responde à pergunta iniciada por preposição adequada ao verbo.
- A substituição por “disso” ou “daquilo” (formas pronominais prepositivas) ajuda a confirmar:
- “Desconfio disso.” → A oração subordinada é objetiva indireta.
É comum a tendência, em linguagem menos formal, de se evitar a preposição com conjunções, mas em contextos formais como concursos e redações de alto nível, seu uso deve ser respeitado.
Comparação entre os três tipos de oração
Para facilitar a compreensão, veja a tabela comparativa entre os três tipos de oração subordinada substantiva:
Tipo de oração subordinada | Função sintática | Exemplo | Teste de substituição |
|---|---|---|---|
Subjetiva | Sujeito da oração principal | “É essencial que ele estude para o concurso.” | “É essencial isso.” |
Objetiva Direta | Objeto direto do verbo | “Ele afirmou que vai se inscrever.” | “Ele afirmou isso.” |
Objetiva Indireta | Objeto indireto do verbo | “Ela desconfiava de que ele não estudava.” | “Ela desconfiava disso.” |
Dicas para não errar em provas e redações
- Identifique primeiro o verbo principal da oração e sua transitividade. Isso já orienta se a subordinada será direta ou indireta.
- Faça o teste de substituição por “isso” (direta ou subjetiva) ou “disso” (indireta). É uma técnica eficiente para análise rápida.
- Fique atento à obrigatoriedade da preposição na oração principal. Muitos erros vêm de ignorar a regência verbal.
- Estude os verbos que exigem complemento direto ou indireto. Saber sua regência favorece a interpretação da estrutura.
- Em redações dissertativas, esse tipo de construção oferece sofisticação sintática ao texto, mas exige domínio para não haver falhas de coesão.
Como as orações subordinadas substantivas caem nas Provas Militares?
As bancas examinadoras militares tendem a focar na identificação correta da função sintática que a oração exerce, exigindo do candidato um conhecimento sólido dos conceitos.
1. Classificação da oração subordinada
O candidato deve identificar e classificar a oração subordinada substantiva destacada em um período.
- Habilidade exigida: Dominar a regra de substituição por isso e conhecer as seis classificações (Subjetiva, Objetiva Direta, Objetiva Indireta, Completiva Nominal, Predicativa e Apositiva).
2. Relação morfossintática e Substituição
Cobrança da correspondência entre a oração substantiva e o termo que ela substitui (o substantivo/termo núcleo da função sintática).
- Habilidade exigida: Capacidade de reescrever o período, transformando a oração subordinada (período composto) em um termo substantivo (período simples) e vice-versa.
3. Oração reduzida
Em c7f3-f839-42f0-ba82-8d1714a29444″ class=”textannotation”>concursos mais específicos da Aeronáutica (EEAR, AFA), é frequente a cobrança de orações subordinadas substantivas reduzidas – ou seja, aquelas que não são introduzidas por =”urn:enhancement-00f175f9-d521-48b8-be1d-9a37c6a2e281″ class=”textannotation”>conjunção e possuem o verbo em uma forma nominal, geralmente no infinitivo.
Assim, dominar as orações subordinadas substantivas é passo essencial para todo aluno que almeja alcançar alto desempenho em concursos militares.
Mantendo o foco na prática e utilizando recursos como o teste de substituição, o estudante estará muito mais preparado para enfrentar os desafios das provas com confiança e clareza de pensamento.
Teste seus conhecimentos
O domínio teórico da Gramática é essencial, mas a verdadeira consolidação do conhecimento e a preparação eficaz para as provas militares dependem, crucialmente, da prática constante por meio da resolução de exercícios.
Para ilustrar como as orações subordinadas substantivas são efetivamente cobradas nos concursos de alto nível, apresentaremos a seguir um exemplo de questão extraída do Estratégia Militares.
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Confira essa questão:
ALTERNATIVA: A
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