Análise sintática: conceitos, funções e exemplos práticos!

Análise sintática: conceitos, funções e exemplos práticos!

Compreender a análise sintática é importante para interpretar textos com precisão, resolver questões de língua portuguesa e redigir com clareza. Nos concursos militares, essa habilidade é frequentemente cobrada de forma interdisciplinar e exige domínio técnico aliado à prática constante.

Neste artigo, o Estratégia Militares explora os principais conceitos da análise sintática, explica a função de cada termo dentro da estrutura frasal e apresenta exemplos práticos que auxiliam na fixação do conteúdo. Confira!

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba notícias sobre os mais importantes concursos para as Forças Armadas brasileiras e informações sobre o mundo militar!

O que é análise sintática?

Análise sintática é o estudo das funções que as palavras e expressões exercem dentro da estrutura de uma oração. Ao contrário da morfologia, que se dedica à classificação das palavras, a sintaxe investiga como essas palavras se organizam para formar sentido em frases ou períodos.

A análise sintática divide-se em dois níveis principais:

  • Análise da oração: identificação dos termos que compõem uma oração; e
  • Análise do período: estudo das relações entre orações em um período (composto por mais de uma oração).

O maior banco de questões militares

Quero assinar agora

Diferença entre sintaxe, morfologia e semântica

Antes de mergulhar nos termos essenciais, é importante diferenciar:

  • Sintaxe: analisa a função das palavras na frase;
  • Morfologia: classifica as palavras quanto à sua forma (substantivo, verbo, adjetivo…); e
  • Semântica: estuda o significado das palavras e expressões.

Logo, um verbo (morfologia) pode exercer a função de predicado (sintaxe) e significar uma ação (semântica). Cada uma dessas áreas contribui para uma compreensão total da linguagem.

Termos essenciais da oração

Toda oração possui dois elementos obrigatórios, chamados de termos essenciais:

Sujeito

É o termo sobre o qual se declara algo. Pode ser:

  • Simples: “O aluno estudou.”
  • Composto: “O aluno e a aluna estudaram.”
  • Oculto (elíptico): “Estudou o conteúdo.” (Quem? Ele/Ela)
  • Indeterminado: “Estuda-se com dedicação.”
  • Inexistente: “Faz frio.” (Verbo impessoal)

Predicado

É o que se declara sobre o sujeito. Divide-se em:

  • Verbal: verbo de ação. Ex: “O estudante correu.”
  • Nominal: verbo de ligação + predicativo. Ex: “O aluno está confiante.”
  • Verbo-nominal: ação + estado. Ex: “O aluno chegou cansado.”

Termos integrantes da oração

Esses termos completam o sentido dos verbos ou nomes, sendo indispensáveis à estrutura:

Objeto direto e indireto

  • Objeto direto: complemento sem preposição. Ex: “Estudou matemática.”
  • Objeto indireto: complemento com preposição. Ex: “Gostou de matemática.”

Complemento nominal

Acompanha um nome e é sempre preposicionado. Ex: “Temos orgulho de você.”

Agente da passiva

Indica quem realiza a ação na voz passiva. Ex: “O conteúdo foi estudado pelo aluno.”

Termos acessórios da oração

Adicionam informações que enriquecem a frase, mas sua ausência não compromete o sentido básico:

  • Adjunto adnominal: caracteriza um nome. Ex: “As provas difíceis assustam.”
  • Adjunto adverbial: indica circunstância. Ex: “Ele estudou ontem.”
  • Aposto: explica ou resume. Ex: “Carlos, meu irmão, passou.”
  • Vocativo: chamar alguém. Ex: “Pedro, venha aqui.”

Análise do período composto

Quando há mais de uma oração, ocorre o período composto. Nele, analisamos as orações coordenadas (independentes) e as orações subordinadas (dependentes):

Coordenação

  • Assindética (sem conjunção): “Chegou, viu, venceu.”
  • Sindética (com conjunção): “Estudou e passou.”

Tipos de orações coordenadas sindéticas:

  • Aditiva: “Estudou e passou.”
  • Adversativa: “Estudou, mas não passou.”
  • Alternativa: “Ou estuda, ou reprova.”
  • Conclusiva: “Estudou, portanto passou.”
  • Explicativa: “Estude, pois quer passar.”

Subordinação

Classifica-se segundo a função que exerce na oração principal:

  • Substantiva (funciona como sujeito, objeto, etc.): “É necessário que você estude.”
  • Adjetiva (caracteriza o nome): “O aluno que passou estudou muito.”
  • Adverbial (indica causa, tempo, condição…): “Se estudar, passará.”

Exemplos práticos com análise sintática completa

Exemplo 1

Frase: “Os estudantes dedicados passaram no concurso.”

  • Sujeito: “Os estudantes dedicados” (núcleo: “estudantes”)
  • Predicado: “passaram no concurso”
  • Verbo: “passaram” (verbo intransitivo)
  • Adjunto adnominal: “dedicados”
  • Adjunto adverbial de lugar: “no concurso”

Exemplo 2

Frase: “O professor corrigiu as provas com atenção.”

  • Sujeito: “O professor”
  • Predicado: “corrigiu as provas com atenção”
  • Verbo: “corrigiu” (verbo transitivo direto)
  • Objeto direto: “as provas”
  • Adjunto adverbial de modo: “com atenção”

Dicas para não errar em análise sintática

  • Identifique o verbo primeiro para localizar o núcleo do predicado.
  • Pergunte ao verbo: “Quem?” → sujeito; “O quê?” → objeto direto; “Para quê/de quê?” → objeto indireto.
  • Verifique a preposição — ela é chave para diferenciar objetos e complementos nominais.
  • Evite confundir sujeito com agente da passiva. Na voz passiva, o agente da passiva executa a ação; o sujeito sofre.

Como a análise sintática é cobrada nas provas militares

A cobrança desse assunto nas provas militares se concentra em dois grandes blocos: o período simples e o período composto.

 Análise do período simples

Este é o foco principal e envolve a identificação dos termos essenciais, integrantes e acessórios da oração:

  • Termos essenciais (sujeito e predicado): Classificação do Sujeito (simples, composto, oculto, indeterminado, oração sem sujeito). Muita atenção aos casos de Verbos Impessoais (como o verbo ‘haver’ no sentido de existir).
  • Termos Integrantes: Diferenciação entre objeto direto e objeto indireto (Regência verbal). A distinção entre complemento nominal (CN) e adjunto adnominal (AA) é uma “pegadinha” clássica, exigindo atenção à proposição e ao termo que está sendo complementado/modificado.
  • Adjuntos adverbiais: Principalmente a identificação da circunstância expressa (tempo, lugar, modo, causa, etc.) e a função do termo destacado na frase. A colocação dos adjuntos na ordem indireta (antes do verbo ou do sujeito) é usada para testar o conhecimento sobre o uso da vírgula.
  • Predicação verbal: Classificação dos verbos quanto à transitividade e a consequente identificação do tipo de predicado (verbal, nominal ou verbo-nominal).

Análise do período composto

Embora o período simples seja mais frequente, o período composto também é essencial, especialmente em concursos de nível médio/superior (EsPCEx/AFA/EFOMM).

  • Orações coordenadas: Classificação das orações (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas) e o papel das conjunções coordenativas.
  • Orações subordinadas substantivas: Identificação da função sintática exercida pela oração (subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal, predicativa e apositiva).
  • Orações subordinadas adjetivas: Distinção crucial entre as explicativas (uso de vírgulas, têm valor de aposto) e as restritivas (sem vírgulas, restringem o sentido do antecedente). O papel do pronome relativo (Que e Quem) é muito explorado.
  • Orações subordinadas adverbiais: Classificação das orações (causa, condição, tempo, finalidade, etc.) e o papel das conjunções subordinativas correspondentes.

Funções morfossintáticas

Uma cobrança avançada envolve a fusão da Morfologia (classe de palavra) com a sintaxe (função na oração), principalmente em relação à palavra “QUE” e à partícula “SE”.

  • Funções do “QUE”: Pode ser pronome relativo, conjunção integrante, conjunção comparativa, substantivo, etc. O candidato precisa identificar o papel sintático que o “que” ou a oração por ele introduzida está exercendo.
  • Funções do “SE”: Pode ser partícula apassivadora (formando a voz passiva sintética), índice de indeterminação do sujeito, pronome reflexivo, parte integrante do verbo, etc. A correta classificação da partícula “se” é um tema recorrente e complexo.

Teste seus conhecimentos

A seguir, apresentamos um exemplo prático de questão, semelhante às encontradas em concursos militares de alto nível. Para ter acesso a um vasto leque de exercícios, simulados e questões de provas anteriores, e assim garantir um treinamento completo, recomendamos veementemente que você utilize o Banco de Questões do Estratégia Militares. A prática constante e direcionada é o segredo para transformar a teoria em aprovação.

Confira essa questão do simulado EEAR:

ALTERNATIVA: C

Para acessar a resolução completa, clique aqui.

Veja também:

Você pode gostar também