Focos de tensão na América: a influência dos EUA no continente americano
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Focos de tensão na América: a influência dos EUA no continente americano

Os EUA exercem grande influência sobre o continente americano, o qual sempre apresentou um histórico de conflitos, especialmente a América Latina, região que vai do México à Patagônia, ao sul da Argentina. Confira este artigo, que o Estratégia Militares preparou para você com muitas informações para seus estudos!

Desde lutas pela libertação do domínio europeu até a imposição estadunidense com o lançamento da Doutrina Monroe no continente americano, as lutas foram muitas e por motivos diversos, tais como:

  • Conflitos territoriais;
  • A posse de recursos naturais e energéticos;
  • Guerrilhas armadas;
  • Golpes e contragolpes de Estado, entre outros.

Nesse contexto, seja por confronto direto ou pressões políticas e ideológicas, as tensões e os conflitos na América Latina não têm perspectivas de fim.

Atualmente, o continente latino-americano passa por uma série de mudanças, principalmente na perspectiva político-ideológica, nas quais muitos países têm demonstrado serem contrários às práticas econômicas neoliberais que imperaram no continente durante grande parte da década de 1990, em um fenômeno que ficou conhecido como “onda vermelha”.

Origem do termo América Latina

O termo América Latina foi usado pela primeira vez em um poema chamado “Las dos Américas” – “As Duas Américas” -, publicado em 15 de fevereiro de 1857, de autoria do poeta colombiano José María Caicedo.

Esse poema narra a ascensão dos Estados Unidos da América (EUA) no século XIX e a necessidade dos países da América Latina seguirem seus passos, e, ao mesmo tempo, indicava a ameaça estadunidense frente à liberdade latino-americana. 

Do ponto de vista literário, o poema não foi muito reconhecido, mas, em relação às questões geopolíticas, antecipou e anteviu as relações historicamente tensas entre a maior potência do mundo e os seus “coirmãos” americanos.

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Histórico político, social e econômico da América Latina

A América Latina, principalmente a América do Sul, foi marcada por inúmeras ditaduras militares durante as décadas de 1960 e 1970. Nessa época, a população vivia sob grande repressão política e risco de prisões arbitrárias.

Somente na década de 1980, os regimes militares foram lentamente substituídos por governos democráticos eleitos pelo voto direto do povo.

Acabaram as ditaduras, mas não a dependência econômica e a situação de subordinação política em relação às potências hegemônicas mundiais, sobretudo os Estados Unidos – situação em que muitos países latino-americanos se encontram. Esse fato foi, e ainda é, um grande complicador para os avanços políticos, econômicos e sociais na região.

Doutrina Monroe

A influência dos EUA sobre a região é antiga. Em 1823, o ex-presidente James Monroe instituiu a “Doutrina Monroe”, que pregava maior autonomia às nações americanas em relação à Europa sob o slogan “a América para os americanos”. Contudo, era apenas um discurso para alertar as nações europeias para não intervirem nas intenções imperialistas dos EUA na América Latina.

Essas ações tornaram-se mais claras e incisivas em 1898, quando os EUA enfrentaram a Espanha pelo controle do Caribe na Guerra Hispano-Americana. Após obterem a vitória, os EUA anexaram Porto Rico, Havaí e Cuba, marcando o início do imperialismo norte-americano pelo mundo.

Já no século XX, em nome da política do Big Stick – “Grande Porrete” – os EUA intervieram militarmente em:

-Cuba;

-Nicarágua;

-Haiti;

-República Dominicana;

-Granada, em 1983; e

-Panamá, em 1989.

Influência dos EUA durante a Guerra Fria

Durante o período da Guerra Fria, a atuação dos Estados Unidos na América Latina se deu por meio do apoio dado pelo Centro de Inteligência Americana (CIA) a golpes militares em diversos países. Nesse período, os EUA exerciam grande influência internacional com o objetivo de defender os interesses de suas empresas.

O caso mais notável ocorreu em 1954, quando o presidente da Guatemala, Jacobo Arbenz, nacionalizou as terras do país – e grande parte delas pertencia à empresa estadunidense American Fruit Company.

Após pressionar o governo guatemalteco, os Estados Unidos apoiaram a instauração de um governo militar ditatorial no país. Fatos como esse renderam a alcunha de “república das bananas” a vários países da América Central que dependiam economicamente dos EUA.

Influência dos EUA nos dias atuais

A interferência estadunidense na América Latina perdura até os dias de hoje. Alguns países apoiam a ingerência dos Estados Unidos em assuntos internos, como é o caso da Colômbia. Entre os anos 2000 e 2015, o Plano Colômbia foi conduzido pelos EUA para erradicar o narcotráfico e combater as guerrilhas que atuam no país.

Após a eleição de Barack Obama, foi firmado o compromisso de iniciar uma nova era de relacionamentos entre os EUA e a América Latina, baseada na igualdade e na cooperação. 

Em 2016, no governo de Barack Obama, o Plano foi substituído pelo programa Paz Colômbia, no qual o governo e as tropas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) firmaram um acordo de paz, intermediado e patrocinado financeiramente pelos EUA.

Deposição de presidentes na América Latina

Diversos retrocessos na democracia marcaram o continente americano após os anos 1990. Desde então, somente a Colômbia, o Chile e o Uruguai não tiveram presidentes depostos. Os países que sofreram a deposição de seus presidentes são:

  • Argentina:
    • Fernando de la Rúa, em 2001;
    • Ramón Puerta, em 2001;
    • Eduardo Camaño, em 2001; e
    • Adolfo Rodriguez Saá, em 2001.
  • Bolívia:
    • Sánchez de Lozada, em 2003; e
    • Carlos Mesa, em 2005.
  • Brasil:
    • Fernando Collor de Mello, em 1992; e
    • Dilma Roussef, em 2016.
  • Equador:
    • Abdalá Bucaram, em 1997; e
    • Jamil Mahuad Witt, em 2000.
  • Guiana:
    • Janet Jagan, em 1999.
  • Paraguai:
    • Raúl Cubas, em 1999; e
    • Fernando Lugo, em 2012.
  • Peru:
    • Alberto Fujimori, em 2000.
  • Suriname:
    • Ramsewak Shankar, em 1990.
  • Venezuela:
    • Andrés Pérez, em 1993;
    • Hugo Chávez, em 2002; e
    • Pedro Carmona, em 2002.

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