Especialidades da EEAR: sargento especialista em Material Bélico, o que é, cursos e mais

Especialidades da EEAR: sargento especialista em Material Bélico, o que é, cursos e mais

Você sonha em ingressar no curso de especialista em material bélico na EEAR? Confira esse artigo que o Estratégia Militares preparou para você com muitas informações e respostas sobre essa especialidade.

Seja nos batalhões de Infantaria ou esquadrões de Aviação, os sargentos especialistas em Material Bélico são capacitados para exercerem diversas funções em solo ou a bordo das aeronaves da FAB. É uma das principais atividades ligadas à soberania nacional.

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O que é um sargento especialista em Material Bélico da Aeronáutica?

O  BMB – como também é conhecido – é especialista em armas, munições terrestres e aéreas, instrução de tiro, explosivos, entre outros. 

O sargento especialista tem a oportunidade de trabalhar na Aviação de Caça, na Aviação de Combate, nos Esquadrões de Helicópteros, entre outros. Ele exerce as funções de artilheiro aéreo a bordo de aeronaves, inspetor de armas e munições, instrutor de tiro e mecânico de armamento, além de trabalhar subordinado à Diretoria de Material Bélico da Aeronáutica (DIRMAB).

O que o aluno do Curso de Material Bélico estuda na EEAR? 

Na 1ª série o BMB estuda:

  • Português;
  • Regulamentos e armamento básico;
  • Eletrônica I;
  • Princípios do armamento;
  • Normas de segurança;
  • Princípios de eletromagnetismo e eletricidade;
  • Matemática básica;
  • Inglês I; e 
  • Conhecimento básico de aeronaves – sendo essa considerada a mais difícil das disciplinas da 1ª série.

Na 2ª série  o aluno estuda:

  • Português II;
  • Redação;
  • Regulamentos e ordem unida;
  • Foguetes e seus lançamentos; 
  • Armas portáteis – sendo nessa disciplina que ocorre a prova prática de montagem e desmontagem de armamentos cronometrado;
  • Corrosão e tratamento anticorrosivo em armamentos;
  • Química de armamento;
  • Publicações técnicas de armamento;
  • Eletrônica digital de armamento;
  • Sistema de pontaria; e
  • Segurança do trabalho.

Na 3ª série o aluno estudará;

  • COES – Comunicação Escrita;
  • Regulamento III;
  • Inglês técnico de armamento;
  • Administração de material bélico 
  • Armas aéreas; 
  • Assentos ejetáveis; 
  • Bombas e espoletas;
  • Indústria de material bélico; e
  • Informática para material bélico.

Na disciplina de armas aéreas existe a prova prática, na qual o aluno é avaliado na desmontagem e montagem da metralhadora aérea. A prova teórica é considerada uma das mais difíceis do curso.

Na 4ª série o aluno de material bélico se torna um pouco mais  tranquilo. O curso é o primeiro das especialidades da EEAR a terminar as provas teóricas e práticas. Nesta fase, eles estudam apenas quatro matérias, sendo:

  • Mísseis e sistema de lançamento;
  • Guerra eletrônica;
  • Tiro aéreo;
  • Estágio de Instrutor de tiro; e
  • Estágio técnico.

No estágio de instrutor de tiro, o aluno passa por uma prova teórica e uma prática – dividida em duas etapas. Na primeira, ele é instruído a como ensinar os militares a manusear o armamento, procedimento de pontaria, posições de tiro. 

Já na segunda etapa, o estágiário é supervisionado na instrução de como se portar no estande de tiro. Todas essas fases são avaliadas e se o aluno conseguir pontuação suficiente, recebe o diploma de instrutor de tiro.

O estágio técnico de material bélico é realizado na ALA 4 – Base Aérea de Santa Maria (RS), onde o aluno tem a oportunidade de voar nos helicópteros e praticar o tiro aéreo nos Black Hawk da FAB.

O BMB pode trabalhar na área de aviação – podendo chegar a voar. Ele pode atuar na área de armas aéreas junto aos caças e helicópteros ou nos batalhões de infantaria da FAB, onde exercerá a manutenção dos armamentos da unidade e administração dos materiais bélicos da OM.

Remuneração do aluno do Curso de Material Bélico da EEAR

O aluno do curso de material bélico da EEAR recebe o soldo, que é regulamentado pelo Estatuto dos Militares. Atualmente, o soldo é de R$1.066,00, o qual é depositado na conta bancária do aluno no primeiro dia útil de cada mês. Você pode acessar a tabela dos soldos militares aqui. 

Material Bélico

Quanto ganha um sargento de Material Bélico?

A remuneração referente a função de sargento especialista em Material Bélico varia, visto que o valor depende da graduação e do posto do integrante da Força Aérea. Vale ressaltar que o soldo é apenas a base do salário do militar. 

Junto ao soldo são pagos diversos valores adicionais pela função desempenhada. No entanto, existem alguns descontos referentes aos serviços hospitalares, pensão militar, entre outros. Atualmente, o soldo-base varia de R$3.825,00 à R$6.169,00, para os graduados.

Quais localidades o especialista em Material Bélico pode servir?

O sargento ou oficial especialista em Material Bélico pode servir em quase todas as unidades da Força Aérea, visto que a maioria das organizações militares precisam desse profissional. As exceções são as unidades puramente administrativas, como os Grupamentos de Apoio (GAP).

Contudo, para você que deseja ter a oportunidade de se mudar para qualquer localidade que a FAB possua uma unidade, a especialidade em Material Bélico é uma das que possui essa característica.

Bônus de localidade especial

Além do valor adicional pago pela habilitação como militar da ativa, em localidades especiais, como o norte do país (Manaus, Boa Vista), existe o adicional de 20%. Ambos os bônus – habilitação e localidade – são cumulativos, podendo chegar aos 40% de adição ao salário.

Especialidades EEAR: Material Bélico

O que é o CFOE?

Uma grande oportunidade que a especialidade oferece ao militar após dez anos de formado é o CFOE – Curso de Formação de Oficiais Especialistas. Nele,  o militar tem a chance de concorrer somente com os companheiros de sua especialidade a uma vaga para se tornar um oficial de carreira, podendo chegar até a patente de Tenente-Coronel especialista em armamento.

O concurso para o CFOE – Curso de Formação de Oficiais Especialistas é um exame interno da Aeronáutica, destinado aos sargentos de carreira de especialidades básicas. 

O CFOE é muito concorrido por ser de nível nacional, pela prova ter alto grau de dificuldade e por abrir poucas vagas. 

Para chegar ao oficialato, o candidato vai para Lagoa Santa, em Minas Gerais, onde fica dois anos internado no CIAAR – Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica. Ao final desse período, ele é habilitado como oficial especialista de tráfego aéreo.

O que é o EAOF?

Caso o sargento não seja aprovado ou não tenha interesse em ingressar no CFOE, ele pode, ao final da sua carreira como primeiro sargento ou suboficial, ingressar no EAOF – Estágio de Adaptação ao Oficialato Nele, será julgado por uma comissão que avaliará toda a carreira do militar a fim de aprová-lo para ingresso no oficialato ou não.

O EAOF é realizado no CIAAR – Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica – em Lagoa Santa/MG. No local, o militar recebe durante 90 dias instruções sobre a vida de oficial. Ele poderá chegar até a patente de Capitão especialista.

Escola de Especialistas da Aeronáutica – EEAR

Atualmente a EEAR está localizada no interior do estado de São Paulo, na cidade de Guaratinguetá. Ocupa um espaço de aproximadamente 10 milhões de metros quadrados, com uma área construída superior a 119 mil metros quadrados, contendo 93 prédios administrativos e 416 residências.

A mudança para essa nova sede aconteceu entre os anos de 1950 e 1951. Conforme a estrutura era construída, os prédios iam sendo ocupados. Vale lembrar que a EEAR transferiu-se provisoriamente do Galeão para o estado de São Paulo, onde se juntou à Escola Técnica de Aviação (ETAv). Depois mudou-se definitivamente para sua sede em Guaratinguetá. O primeiro exame de seleção na nova sede é datado de 1951.

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Referências

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