Segunda Guerra Mundial: conheça a Batalha de Montese

Segunda Guerra Mundial: conheça a Batalha de Montese

A Batalha de Montese ocorreu entre os dias 14 e 17 de abril de 1945 e foi uma das mais sangrentas em que o Exército Brasileiro se envolveu durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse post, o Estratégia Militares conta como foi a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) nesse conflito e quais suas consequências para o governo brasileiro.

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Como o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?

A princípio é importante entender o cenário brasileiro pré-guerra. Na década de 1930, o Brasil tinha a Alemanha Nazista como uma importante parceira econômica. Para o Estado alemão a parceria com o Brasil representava um grande passo para o crescimento da sua influência na América Latina.

A aproximação entre os países fez do governo alemão um dos maiores importadores de café e algodão brasileiro no mundo. Além disso, o Estado Nazista se tornou um dos maiores fornecedores de armas para as Forças Armadas Brasileiras. 

Os Estados Unidos também era um grande aliado brasileiro e, na mesma década, intensificou sua influência cultural e econômica no território brasileiro. Foram firmadas diversas parcerias entre os governos, como: cessão de borracha para os EUA, construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda (RJ), entre outras. 

Com o início da Segunda Guerra Mundial, os EUA formou um grupo contrário à Alemanha. Devido à forte pressão, o Brasil rompeu  relações diplomáticas com o Estado Nazista.

A resposta alemã ao posicionamento do Brasil veio com o bombardeamento de submarinos brasileiros localizados na costa do país. A partir desse momento, o povo foi às ruas e a pressão interna se tornou insuportável para que o Brasil entrasse na Guerra.

Getúlio Vargas declarou a entrada do país no confronto em agosto de 1942, colocando-se contra os alemães e italianos – que junto com os japoneses formavam o Eixo – e se posicionando junto dos Aliados.

A criação da FEB

Para entrar de fato no confronto, foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), formada por militares de todo o país e de várias Armas, Quadros e Serviços. Vale destacar a participação feminina por meio do Serviço de Saúde. A incumbência de comandar essa tropa foi dada ao General Mascarenhas de Morais.

A FEB, composta por 25.455 militares, foi enviada à Itália e em sua chegada foi preparada e doutrinada pelo Exército Norte Americano. As principais missões atribuídas aos brasileiros foram cumpridas, fazendo desses militares verdadeiros heróis brasileiros. 

A atribuição dada ao Brasil na Guerra foi derrotar os alemães em território italiano, evitando que eles avançassem para a França. 

A campanha durou cerca de 7 meses e foi dividida em diversas batalhas épicas. Além dos próprios oponentes, o exército brasileiro também enfrentou o frio de -10 graus Celsius, o relevo montanhoso inerente da Itália e várias outras características europeias que favoreciam o adversário.   

As primeiras vitórias dos “pracinhas”, como ficaram conhecidos os combatentes da FEB, vieram no final do ano de 1944, com a tomada de cidades como Massarosa, Camaiore e Monte Prano.

A conquista de Montese

Após as primeiras vitórias em território italiano, a FEB obteve outros trunfos nas cidades de Monte Castelo e Castelnuovo. A batalha mais sangrenta da campanha brasileira na Segunda Guerra Mundial foi a conquista da cidade de Montese.

Ela começou no dia 14 de abril de 1945 e, em dois dias de confronto, a FEB já havia alcançado seu objetivo. O grande desafio encontrado pelos brasileiros era a forte defesa alemã montada na região e o terreno montanhoso. 

batalha de montese

A vitória, além de ser uma das últimas da jornada brasileira na Itália, representou a perda de muitos soldados. A estimativa é que mais de 400 vidas foram perdidas do lado brasileiro, não só por óbitos constatados, mas também por desaparecimento ou aprisionamento por rivais.

Hino da Força Expedicionária Brasileira

Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Letra: Guilherme de Almeida

As consequências do confronto para o governo brasileiro

Apoiar os Estados Unidos e lutar contra governos ditatoriais na Europa gerou enorme pressão interna, justamente pelo posicionamento controverso do presidente Getúlio Vargas, visto que seu governo era ditatorial.

Em 1945, Vargas decidiu renunciar ao cargo de presidente da república, encerrando a “Era Vargas”. Anos mais tarde ele voltou ao poder de forma democrática.

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