A trajetória rumo à aprovação em um concurso militar de alto nível exige resiliência, dedicação e o suporte das ferramentas certas. Letícia Porporatti de Góes, uma jovem de 21 anos natural de Santa Maria (RS), vivenciou essa realidade de perto até alcançar a tão sonhada classificação no Concurso EEAR 2026.2.
A identificação de Letícia com a carreira militar começou ainda em 2019, consolidando-se durante seu ensino médio no Colégio Tiradentes da Brigada Militar. Contudo, o caminho até a Força Aérea Brasileira (FAB) envolveu anos de estudos, superação de reprovações, desafios psicológicos e até adversidades físicas, como a tendinite de tanto escrever.
Na reta final de sua preparação, Letícia encontrou no Estratégia Militares o diferencial competitivo de que precisava. Por meio do Banco de Questões e das aulas de revisão, ela conseguiu sanar suas dificuldades em matérias complexas e garantir sua vaga na área de controle de tráfego aéreo.
Abaixo, confira o perfil completo da estudante em uma entrevista detalhada sobre sua rotina, métodos de estudo e perspectivas para o futuro na FAB.
1. Como você conheceu o Estratégia?
R: Pelo Youtube, principalmente pelas correções de prova e aulas gratuitas, já que estudava para concursos há 2 anos, quando contratei o curso.
2. Quais materiais você mais utilizou? Tem algum produto do Estratégia que você gosta em especial?
R: O Banco de Questões, principalmente. Como já estudava a mais tempo, estava com dificuldade de achar novas questões para exercitar.
3. Você usou algum outro curso para auxiliar nos estudos?
R: Usei outro curso online antes, mas depois de adquirir o Estratégia usei apenas uns materiais impressos como auxiliar para revisões.
4. Quais foram os diferenciais do Estratégia no seu entender?
R: O Banco de Questões com as questões resolvidas e os aulões de revisão são maravilhosos.
5. O Estratégia ajudou você a se desenvolvimento melhor em quais áreas?
R: Para a EEAR, a matemática especialmente. E como estudava para outros concursos paralelamente, sinto q evoluí muito em história e geografia, especialmente na geopolítica, que tinha muita dificuldade.
6. Como foi o processo de se adaptar aos métodos aqui aplicados? Como foi sua experiência de estudar à distância com o material do Estratégia? Acha que estudar por esse método em casa contribuiu no seu desempenho?
R: Muito tranquilo! Eu já tinha experiência em estudar a distância, então o Estratégia veio como um ótimo auxiliar. Gosto bastante, pois não há aquela necessidade de acompanhar uma turma como no presencial, onde muitas vezes se passa muitas vezes o que já sabemos, mas pode ocorrer de passar muito rápido algo que ainda não foi bem assimilado. Com o online é possível dedicar o tempo que achar necessário para cada material.
7. Quem é seu professor favorito do Estratégia Militares e por quê?
R: Apesar de não estarem no concurso para a EEAR minha professora preferida era a Alê Lopes. Gosto muito de história e ela explica de um jeito muito simples e fácil de lembrar. Dentro dos conteúdos da EEAR, o professor Toni Burgatto era meu preferido. Ele é tão calmo que me acalmava do nervoso de nunca entender física. Em vários momentos, eu já tinha feito algum tipo de questão muitas vezes, visto quatro resoluções diferentes e continuava com dificuldade. Quando via a aula dele, finalmente fazia sentido.
8. Conte como foi que surgiu o sonho de entrar na EEAR? Ele se realizou do jeito que imaginava? Por que você acha que tem o perfil e a vocação militar?
R: Na verdade meu sonho específico não era a EEAR. Conheci a possibilidade do militarismo pela EsPCEx e desde então me interessava por esse concurso. Porém, durante os estudos para a EsPCEx, também fiz as provas da ESA e da EEAR, que considero também ótimas opções. Fui aprovada na EsPCEx, mas rodei no teste físico e continuei estudando. Não classifiquei no ano seguinte. Nesse meu último ano de prova (já tenho 21 anos) me dediquei à EsPCEx, mas também coloquei a EEAR como uma prova muito importante, pois sabia que tinha mais chances e é uma ótima carreira.
Quando não fui classificada na primeira chamada da EsPCEx e já tinha ido muito bem na prova da EEAR, tive certeza que a EEAR seria meu futuro. Porém, dois meses depois fui chamada na terceira convocação da EsPCEx. Estava com dificuldade no TAF (teste físico) e na EEAR eu tinha todos os índices garantidos. Fazendo uma análise mais profunda do que queria para minha vida decidi ir para a EEAR. Meu sonho é ser militar, não importa se do Exército, da Aeronáutica, oficial ou sargento.
A oportunidade do militarismo me foi apresentada em 2019, quando estava no 9° ano. Aqui em Santa Maria existem 3 colégios públicos os quais tem concurso para entrar: o Colégio Militar do Exército, o qual não passei; o Colégio Politécnico da UFSM; e o Colégio Tiradentes da Brigada Militar. Nesses dois fui aprovada. Quando precisei escolher, decidi pelo Tiradentes, pois ou confirmaria que eu gostava do militarismo ou, se não gostasse, eram só 3 anos e só o ensino médio.
No fim foi a melhor decisão. De fato gosto muito do militarismo. Fui comandante de pelotão e adaptante no 3° ano, o que me marcou muito e confirmou esse desejo. Além disso, pegamos a pandemia durante o primeiro e a metade do terceiro ano e o colégio lidou da melhor forma possível.
9. Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou neste período de preparação para a prova?
R: Acredito que o maior desafio é o psicológico, principalmente quando já se estudou muitas vezes e parece que nada faz sentido ainda. É necessário continuar e não desistir
10. Você acredita que a escola onde estudou te ofereceu uma boa base para aprovação?
R: Sim, muito. Apesar de ter tido uma falha enorme com física, por termos tido problemas com professoras, tive uma base muito boa. Especialmente de português no ensino médio e matemática no ensino fundamental.
11. Como era sua rotina de estudos? Quantas horas por dia você estudava? Como você estudava? Intercalava horários ou tinha horários fixos?
R: Algumas épocas tinha horários mais fixos outras não. No primeiro ano, lembro que estudava bem mais tempo. Obviamente não o dia todo, mas pelo menos um pouco em cada turno do dia. Mas nos dois anos seguintes, tive alguns problemas familiares que me afetaram bastante e reduzi as horas de estudo. Normalmente um turno completo. Nesse último ano, no geral, treinava para o físico de manhã e estudava durante toda a tarde. E mais perto das provas, uma parte à noite também.
12. O que você fazia pra relaxar? Lia livros, jogava videogame, assistia séries?
R: No primeiro ano li bastante. Mas nesse último, vi muitas séries e filmes, além de sempre escutar muita música.
13. Sua família e amigos te apoiaram durante esse processo?
R: Sim, muito. Minha família sempre incentivou muito e sempre tive a compreensão da minha melhor amiga, por não poder estar tão presente, e do meu namorado, que entrou para a EsPCEx e agora está na AMAN. Sempre me incentivou, trazendo materiais, estudando junto quando estava aqui e me apoiando mesmo longe.
14. Todo guerreiro tem uma motivação que o impulsiona. O que te dava forças quando a jornada apertava?
R: Acho que minha maior motivação é realmente o militarismo. Gosto muito e não me imagino fazendo outra coisa. Mas claro que ter uma vida financeiramente estável é um grande fator.
15. O que você espera da sua formação na EEAR? Qual é seu sonho como militar de carreira da FAB?
R: Creio que vai ser difícil, como deve ser, mas um momento de fazer amizades, viver momentos marcantes e será lembrada para sempre. Não penso muito ainda sobre a carreira, pois não conheço muito da área que entrei (controlador de tráfego aéreo), mas estou empolgada para ver o que me espera depois da formação.
16. Como você imagina que será seu dia a dia nesta nova instituição?
R: Dia a dia muito corrido, de muito estudo, mas também oportunidades, conhecendo mais a instituição, o trabalho e novas pessoas.
17. Qual a sua visão sobre a FAB e o trabalho desenvolvido por ela?
R: Admito que conheço pouco da instituição, mas quanto mais me familiarizo mais estou gostando. Uma carreira estável, com muitos benefícios e que é capaz de prover uma vida muito boa.
18. Fale um pouco das suas adversidades e renúncias pessoais nesse período de estudo. Comente sobre suas longas jornadas de estudos, cansaço e como foi ter que deixar de lado algumas coisas importantes da sua vida para depois.
R: Não sou uma pessoa de muitos amigos, nem de festas, então não tive esse problema de não poder sair. Me cerquei de pessoas que entendiam o que estava acontecendo e nunca me julgaram por isso, pelo contrário, só me incentivaram. Mas claro que teve seus percalços: muito tempo estudando, muitas reprovações ano após ano. Parei de viajar tanto para ver meu avós. Tive até alguns problemas físicos, como tendinite de tanto escrever.
Mas ainda acho que a coisa mais difícil é aquele momento em que você já tentou fazer a mesma questão umas dez vezes e ainda não conseguiu, mesmo depois de ter estudado por horas o conteúdo. Então você vê a resolução e era muito simples. Vai para a próxima e então tudo se repete. Nesses momentos que realmente vem o pensamento: “mas eu nunca vou passar desse jeito”.
19. Qual a sua característica pessoal que mais lhe ajudou nessa sua jornada profissional?
R: Acho q ser persistente foi bom. Ninguém fica tentando os mesmo concursos por três anos se não for um pouco persistente.
20. Do lado pessoal, o que você deseja para sua vida? Quais são seus sonhos além da carreira militar?
R: Viajar, conhecer novos lugares, dar um bom suporte pra minha família se necessário e poder levá-los também para conhecer o Brasil e o mundo.
21. Você completou esta etapa da missão, mas vários ainda precisam trilhar o caminho pelo qual você passou. Quais conselhos você daria a essas pessoas?
R: Entenda o que funciona para você. Não se apegue em mil esquemas, calendários e métodos de estudos e também não tenha medo de mudar ou falhar. O processo não é linear. Provavelmente você ainda vai bater muito na trave antes de descobrir exatamente qual melhor jeito de estudo ou antes de ser aprovado. Apenas uma minoria é aprovado aos 17 anos, de primeira. Então você não está “atrás ” de ninguém. Só é necessário continuar.
Prepare-se com o Estratégia Militares!
Assim como a Letícia, você também pode alcançar a sua classificação na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Com o nosso material focado, você tem acesso ao maior Banco de Questões militares do país, resoluções em vídeo, correções detalhadas e o suporte dos melhores professores do mercado para transformar a sua rotina de estudos em aprovação.
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