Dia dedicado à memória aos Mortos da Marinha

Dia dedicado à memória aos Mortos da Marinha

O dia 21 de julho é dedicado à memória aos mortos da Marinha em Guerra, e é uma data muito importante para todos os brasileiros. Você tem o sonho de ingressar na Marinha do Brasil? Então confira nesse artigo, que o Estratégia Militares preparou para você, a importância dessa data para o Brasil.

A memória histórica é capaz de trazer identidade e sentido a uma nação. Compreender sua importância é valorizar heróis que deram suas vidas para a construção do país. Por isso é necessária a homenagem aos marinheiros que cumpriram sua missão. 

Desde sua formação, a história da nação brasileira foi marcada por disputas que impuseram a necessidade da participação de compatriotas e combatentes pela defesa do território, incluindo na defesa de conflitos marítimos e fluviais. 

A Marinha esteve presente em todos os eventos que formaram a nacionalidade brasileira:  a Guerra da Independência, em 1822; a Guerra da Cisplatina, em 1825; a Guerra contra Oribe e Rosas, em 1851; a Guerra da Tríplice Aliança contra o governo paraguaio, em 1864; além da 1ª e da 2ª Guerras Mundiais. 

Histórico de guerras do Brasil

O Brasil participou de três grandes guerras em sua história, sendo vitorioso em todas. A primeira, contra o Paraguai, foi chamada de Guerra da Tríplice Aliança, e teve como  motivação a apreensão do navio mercante, Marquês de Olinda, no porto de Assunção, no Paraguai. 

O conflito durou cerca de seis anos e teve como marco a Batalha Naval de Riachuelo, comandada pelo Almirante Barroso, decisiva para a vitória do país. As palavras de incentivo a seus comandados bradadas naquele tempo, permanecem até hoje: “O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever!”.

Dia da memória dos mortos da Marinha do Brasil

Primeira Guerra Mundial

Na Primeira Guerra Mundial, o bombardeamento do navio mercante Macau fez o Brasil declarar guerra contra a Alemanha, que lutava contra os países aliados. O Brasil perdeu cerca de 6 navios mercantes, torpedeados por submarinos inimigos, e dezenas de tripulantes pereceram nos mares do hemisfério norte.  

A participação brasileira na Primeira Guerra também ocorreu com o envio de 30 navios mercantes adaptados para o atendimento médico para a França. Em 1917, a Marinha do Brasil enviou uma esquadra de 7 navios, denominada DNOG, com destino a Dakar, no Marrocos, para auxiliar os Aliados no hemisfério norte. 

Segunda Guerra Mundial

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi causada pelo torpedeamento de vários navios mercantes por submarinos alemães e italianos em plena costa brasileira. No fim da Segunda Guerra, a Marinha mercante contabilizou 32 navios torpedeados e centenas de heróicos tripulantes e passageiros que pereceram no mar. 

Nos esforços da guerra, a Marinha do Brasil patrulhou a costa brasileira e controlou os navios mercantes, cedendo os navios Bahia, Camaquã e Nital de Oliveira, além de centenas de bravos marinheiros. 

Todos os anos, em homenagem aos heróis brasileiros em guerra, é entoado a máxima naval: “Em túmulo de marinheiros não se cultivam flores, cultivam-se bravura e heroismo”.

Muitos brasileiros não sabem, mas o Brasil perdeu mais brasileiros no mar do que lutando na Europa, algo que não é difundido, mas demonstra o esforço que o país teve de fazer para manter as linhas logísticas, o funcionamento do país e o apoio ao esforço de guerra na Europa e no Atlântico. 

Nessa ocasião, uma das mais importantes tarefas colocadas sob responsabilidade do Brasil foi a organização de comboios nos portos nacionais para escoltar com segurança as embarcações que navegavam pelo Atlântico Sul.

Em função das limitações iniciais da esquadra brasileira na época, muitas embarcações necessitaram passar por alterações em suas configurações. Assim foi o caso do navio Pereira Tamanduá, do arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, incorporado à Marinha em 1940. Após modificações, ele passou a ser classificado como corveta. 

Só na Segunda Guerra Mundial, foram perdidos cerca de 31 embarcações mercantes brasileiras, 6 navios da Marinha de guerra e centenas de vidas de militares, que trabalham em prol do desenvolvimento do país e na defesa da pátria. 

O acidente que estabeleceu a data de Memória aos Mortos da Marinha

A corveta Camacuã, que navegava pelo porto de Recife, na manhã de 21 de julho 1944, após escoltar com segurança um numeroso comboio e encerrar com sucesso mais uma dentre as dezenas de escoltas que realizara com sucesso, foi atingida por grandes ondas e naufragou poucos minutos depois. 

A tragédia ocasionou a perda do comandante do navio e mais 82 vidas de militares patriotas. A história do naufrágio do navio Camapuã é uma das provas da dedicação e da presença da Marinha na proteção da Amazônia Azul brasileira.

Militares da Marinha do Brasil

O Brasil que temos e teremos é fruto da herança dos guerreiros do mar, heróis conhecidos e anônimos que no passado sucumbiram no combate e deixaram para a geração futura um imenso patrimônio. 

Um litoral de mais de 7.000 quilômetros de extensão e cerca de 60.000 quilômetros de rios – águas jurisdicionais onde o Brasil é invicto e que guardam o sangue de patriotas que deram suas vidas em prol do país.

O legado dos homens do mar, que deram suas vidas ao país, deve ser sempre lembrado, reverenciado e celebrado para que a nação possa seguir em frente, lutando pela sua soberania. O amor à pátria está acima de todos os conflitos e crises. 

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