20 de setembro: o nascimento do Marechal-do-Ar Eduardo Gomes

20 de setembro: o nascimento do Marechal-do-Ar Eduardo Gomes

Se você pretende ingressar na Força Aérea Brasileira, é indispensável que conheça a data de nascimento e a história do Marechal-do-Ar Eduardo Gomes, Patrono da FAB! Confira essa e mais informações e curiosidades neste artigo, que o Estratégia Militares preparou para você!

O Marechal- do-Ar Eduardo Gomes é um dos maiores símbolos que compõem o quadro de personalidades da FAB. Nomeado pela Lei Nº 7.243, de 06 de novembro de 1984, como Patrono da Aeronáutica Brasileira e da Força Aérea Brasileira, o militar possui uma fascinante história.

Onde nasceu o Marechal Eduardo Gomes?

O Marechal Eduardo Gomes nasceu em Petrópolis (RJ), em 20 de setembro de 1896. Seu pai, Luís Gomes Pereira, era oficial da Marinha do Brasil. Já sua mãe, Jenny de Oliveira Gomes, era parente de políticos influentes da época do Império.

Como foi o início da vida militar do Marechal Eduardo Gomes?

Eduardo Gomes possuía grande habilidade nas matérias de exatas, contudo prestou por três vezes o concurso para a Escola Militar do Exército, tendo sido aprovado em 1916. Em 1918, foi declarado Aspirante-a-Oficial na arma de artilharia, pelo Exército Brasileiro, e em 1922, ingressou na primeira turma do Curso de Observador Aéreo de Artilharia, no Campo dos Afonsos (RJ).

Participação do Marechal Eduardo Gomes na Revolução Paulista de 1932

A população de São Paulo encontrava-se insatisfeita com o resultado da Revolução de 1930. O movimento foi o que causou o fim da política conhecida como “Café com Leite” – acordo entre São Paulo e Minas Gerais, no qual revezavam entre si a presidência da República – e a nomeação do gaúcho, Getúlio Vargas, para a presidência.

A insatisfação atingiu o mais alto grau na noite do dia 23 de maio de 1932, quando quatro jovens, Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, foram mortos no confronto ocorrido entre as tropas federais e a milícia paulista. 

A Revolução Paulista iniciou-se, então, no dia 09 de julho do mesmo ano, com a união das tropas da Força Pública de São Paulo, algumas unidades do Exército Brasileiro – como o 4º Regimento de Infantaria, sediado em Osasco (SP) – e cidadãos voluntários.

Com a eclosão da Revolução, Eduardo Gomes é nomeado como comandante das tropas federais, fato inédito em sua carreira, visto que, pela primeira vez, o militar se colocava favorável às ações de Getúlio Vargas. Seu pensamento foi de que a Revolução Paulista era ilegítima, visto o pouco tempo de decurso do novo governo para resultados sólidos.

Eduardo Gomes na Revolução Paulista

A Revolução de 1932 dividiu-se em seis frentes de conflito:

  • Frente Leste, ou do Vale do Paraíba;
  • Frente Sul, ou Paranaense;
  • Frente Mineira;
  • Frente de Mato Grosso;
  • Frente do Litoral (entre a Serra do Mar e o litoral norte de São Paulo); e
  • Frente do Rio Grande do Sul.

Eduardo Gomes transferiu-se com o seu grupo de combate para a cidade de Resende (RJ), centralizando ali o comando das forças que combatiam na Frente Leste, ou do Vale da Paraíba. Seu comando foi exitoso, o qual resultou no domínio do Vale do Paraíba.

Ao fim do conflito, Eduardo Gomes retornou às suas atividades de comando no Correio Aéreo Militar, sediado no Campo dos Afonsos (RJ).

Correio Aéreo Militar e Eduardo Gomes

Ao retornar para as atividades como comandante do Correio Aéreo Militar, Eduardo Gomes buscou ampliar as operações das linhas aéreas militares. Com grande êxito, as linhas partiam do Rio de Janeiro e alcançavam os estados de Goiás, Mato Grosso, Paraná, Ceará e o Rio Grande do Sul.

O Correio Aéreo reforçou a unidade nacional, tornando-se um importante elemento de comunicação entre os estados brasileiros, e, principalmente, das cidades do interior para com as grandes capitais.

A Revolta Comunista 1935

Nos dias 23 e 24 de novembro de 1935, eclodiu nas cidades de Natal e Recife a Intentona Comunista. Nesse levante, Eduardo Gomes foi deslocado com suas tropas e teve atuação decisiva no nordeste.

Bem como nas cidades nordestinas, o Rio de Janeiro, capital federal na época, também foi palco do levante, originado no 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha, envolvendo também a Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos.

Os revoltosos invadiram a unidade militar e isolaram Eduardo Gomes no prédio do comando. Como o Marechal fora ferido por um tiro na mão, vários de seus aliados militares lutaram para protegê-lo, e resistiram à invasão dos comunistas até a chegada dos reforços oriundos do Regimento Andrade Neves, momento em que os revoltosos fugiram e Eduardo Gomes pôde ser libertado.

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A vida militar e política de Eduardo Gomes são reconhecidas pela FAB, não só pela sua nomeação como o Patrono da Força Aérea, mas também por meio da instituição da “Medalha Eduardo Gomes Aplicação e Estudo”.

Essa Medalha é destinada a incentivar os militares que ingressam nos postos de carreira da FAB a aplicação nos estudos e na instrução, bem como premiar o mérito intelectual dos oficiais e praças, que se distinguem nas atividades escolares.


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