Recursos energéticos: matriz energética, fontes de energia e mais!

Recursos energéticos: matriz energética, fontes de energia e mais!

O desenvolvimento industrial do Brasil está diretamente interligado ao desenvolvimento da matriz energética do país. No entanto, ele deve estar em consonância com a sustentabilidade. 

Confira nesse artigo, que o EstratégiaMilitares preparou para você, mais informações sobre a matriz energética e as fontes de energia!

O que é energia?

A palavra “energia” vem do grego enérgeia, que significa “em ação”. Como os gregos já usavam tal palavra em tempos remotos, pode-se acreditar que eles já possuíam uma ideia muito elaborada do que era energia e de sua importância.

A existência de energia pode ser percebida por meio de suas manifestações:

  • O calor do sol;
  • O calor de uma lâmpada ou vela;
  • A força dos ventos;
  • O correr da água;
  • A queda de objetos atraídos pela força da gravidade, entre outros.

Energia, portanto, é a propriedade de um sistema que lhe permite existir. Ou, como conceitua a Física, é a capacidade de realizar trabalho. Sem a presença de energia a sociedade seria inerte, pois os meios de produção dependem da transformação desta em calor e movimento para realizar trabalho e fazer “girar o mundo”.

Além disso, a demanda por diversas formas de energia na sociedade moderna é cada vez mais crescente para o desenvolvimento de diversas atividades de caráter industrial e econômico.Sendo assim, é cada vez maior a necessidade de busca por mais energia e novas fontes que possam “mover” a sociedade.

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A evolução do consumo de energia

O consumo de energia pela sociedade teve variações ao longo da história. Muitas dessas mudanças estão associadas ao modo de produção, que se desenvolveu e se tornou mais complexo no decorrer do tempo.

O processo de industrialização foi o grande responsável pelo aumento e pela diversificação do consumo de energia. Até então, os valores desse consumo eram significativamente mais baixos do que a demanda por energia da sociedade moderna.

O desenvolvimento industrial está intimamente ligado à diversificação das fontes de energia. Como vivemos em uma sociedade bastante  vinculada ao desenvolvimento da atividade industrial, pode-se dizer que há uma interdependência entre o crescimento econômico e a ampliação e modernização da matriz energética mundial.

Como exemplo desse fato, podemos citar o primado do carvão como símbolo da primeira Revolução Industrial. Ele se estendeu até o final do século XIX, quando outra fonte de energia com mais aplicações e de mais fácil transporte, começou a ser estudada: o petróleo.

O desenvolvimento do uso de eletricidade ocorreu no início do século XX. A invenção dos motores – que transformam a energia elétrica em mecânica – tornou possível a fabricação de maquinário mais potente, destacadamente para as grandes indústrias emergentes, além do de pequenos motores, utilizados nos aparelhos eletrodomésticos, por exemplo.

O petróleo, o carvão mineral, o urânio e a água dos rios são as fontes mais utilizadas para a obtenção de energia, sendo as três últimas as mais empregadas na geração de eletricidade.

Do total de petróleo extraído no mundo, apenas 8% destina-se à produção de energia elétrica. A eletricidade obtida a partir dessas quatro fontes é gerada em três tipos de usinas:

  • Termelétricas: utilizam o carvão mineral, o gás combustível e o petróleo;
  • Termonucleares: utilizam, principalmente, o urânio; e
  • Hidrelétricas: utilizam a água dos rios.

Matriz energética

A produção de energia em uma comunidade ou em um país está diretamente relacionada ao seu grau de desenvolvimento. Entretanto, não podemos afirmar que ele é resultado direto apenas da exploração de seus recursos energéticos, uma vez que não pode estar restrito à sua capacidade de produção de aço, concreto ou papel, por exemplo.

O objetivo final do desenvolvimento de uma sociedade deve ser a elevação geral da qualidade de vida.

Em geral, as necessidades energéticas de um país são diretamente proporcionais ao seu grau de industrialização. As economias altamente industrializadas são grandes consumidoras de energia e, por isso, precisam frequentemente importar recursos para suprir suas necessidades. Este alto consumo geralmente exige a utilização de diversas formas alternativas de energia.

Outro importante fator a se observar é a relação entre a energia produzida e a consumida, pois isso mostra o grau de independência energética de um país ou uma região.

Portanto, a matriz energética consiste em uma representação quantitativa da oferta oferecida por um país ou região. Sua análise auxilia a compreensão da estrutura econômica de uma nação e a sua dependência em relação a uma outra fonte de energia de baixo custo ou da súbita redução da oferta de outra.

O racionamento de energia enfrentado pelo Brasil em 2001, provocado pela escassez de chuvas e pela grande dependência do país em relação à energia hidrelétrica, foi um caso histórico. O evento provocou intenso debate a respeito da necessidade de flexibilização da matriz energética nacional.

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Veja também:

Referências

  • MAGNOLI, Demétrio – Geografia: paisagem e território: geografia geral e do Brasil – 3ª Ed. Reform. – São Paulo: Moderna, 2001.
  • SENE, Eustáquio de. Globalização e espaço geográfico. 1ª ed. São Paulo: Contexto, 2012.
  • TERRA, Lygia. ARAÚJO, Regina. GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil: volume único.
  • Agência Nacional de Energia Elétrica. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br
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