Programa de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro!
Submarino Riachuelo. Fonte: Marinha do Brasil

Programa de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro!

O Brasil possui uma costa com mais de 7 mil quilômetros e, para garantir a segurança de toda essa área, a Marinha do Brasil tem investido cada vez mais em tecnologia, sobretudo na construção de submarinos. 

Para deixar você por dentro do assunto, o Estratégia Militares preparou um artigo com as principais informações a respeito do Projeto de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que tem como objetivo principal a construção de submarinos com propulsão diesel-elétrica, bem como submarinos com propulsão nuclear.

O que é um submarino?

Os submarinos são embarcações usadas tanto no meio militar quanto no meio civil. Eles têm a capacidade de navegar totalmente submersos em profundidades bem maiores comparadas àquelas alcançadas por um mergulhador, além de conseguirem ficar nessa situação por meses.

Por navegarem de forma oculta, os submarinos representam muita vantagem e impõe respeito no meio militar. 

A partir da Primeira Guerra Mundial, momento em que se tem os primeiros registros da utilização dessas embarcações, os submarinos passaram a ser usados não só em conflitos bélicos, mas também em pesquisas científicas realizadas no fundo do mar. 

Há vários tipos de submarinos destinados às mais diversas finalidades. Podemos observar desde embarcações simples que comportam duas pessoas a embarcações super equipadas que comportam mais de 100 pessoas. Além disso, podemos classificá-los da seguinte forma: submarinos de propulsão diesel-elétrica e submarinos de propulsão nuclear.

Submarinos de propulsão diesel-elétrica

Também chamado de submarino convencional, é usado desde a Primeira Guerra Mundial e, por isso, possui uma notória defasagem em relação ao de propulsão nuclear. 

Seu funcionamento se baseia em um motor a diesel capaz de gerar a energia elétrica usada na locomoção da embarcação quando submersa. A grande desvantagem desse tipo de submarino é que o motor a diesel só consegue carregar as baterias quando está na superfície, pois precisa de oxigênio.

Submarino
Submarino Riachuelo. Fonte: Marinha do Brasil

Essa dependência faz com que o submarino tenha que vir à superfície de tempos em tempos a fim aspirar ar para recarregar suas baterias, o que gera a perda de uma de suas principais vantagens em situações de conflito: a discrição.

Por isso, é indicado o uso desse tipo de embarcação em áreas litorâneas, onde não é necessário se manter oculto por muito tempo.

Submarinos de propulsão nuclear

Os submarinos de propulsão nuclear vieram como um avanço em relação aos submarinos convencionais. 

A geração de energia é o principal diferencial nesse tipo de embarcação, já que não necessita de oxigênio no processo. Nos submarinos de propulsão nuclear, a energia é gerada por meio da quebra de núcleos atômicos.

Além de conseguir manter a discrição por muito mais tempo, esse submarino é mais veloz e consegue chegar a uma profundidade maior em relação ao convencional. 

Entretanto, para desfrutar de todas as vantagens de um submarino com tecnologia nuclear, é necessário investir muito mais dinheiro do que seria necessário na construção de um submarino convencional. Além disso, outro problema é o enorme barulho feito em todo esse processo de geração de energia, que, em situações de guerra, representa uma desvantagem.

Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)

O PROSUB é um programa da Marinha do Brasil que tem se desenvolvido principalmente na unidade da Força localizada na cidade de Itaguaí (RJ). Ele visa o desenvolvimento e construção de submarinos em solo brasileiro. 

A França é o parceiro do Brasil nesse projeto, que além de construir submarinos convencionais, tem o objetivo de construir o primeiro submarino nuclear feito em território brasileiro. 

Há décadas o Brasil planeja construir um submarino nuclear, já que ele possui uma autonomia maior em relação ao convencional e, por isso, pode ficar muito mais tempo sem ter contato com a costa e com a superfície. Tal característica é fundamental para um país com um litoral tão extenso como o nosso. 

O programa iniciou no ano de 2008 e já conta com diversas conquistas. A primeira delas foi a construção do submarino Riachuelo, lançado ao mar em 2018. Em seguida, foi finalizada a construção do submarino Humaitá e iniciada a bateria de testes. 

Ambos são submarinos com propulsão diesel-elétrica, cujo nome faz uma homenagem a grandes batalhas na Guerra do Paraguai que contaram com a participação do Brasil.

O primeiro submarino nuclear brasileiro também está na fase inicial de desenvolvimento. Ele recebeu o nome de Álvaro Alberto em homenagem ao Almirante responsável pela implementação do programa nuclear brasileiro. 

O submarino Álvaro Alberto terá um significativo avanço em relação aos convencionais construídos pelo programa. Ele será mais veloz, terá mais autonomia, chegará a uma profundidade ainda maior e conseguirá comportar 100 tripulantes. 

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