Dia dos Fuzileiros Navais: conheça a origem da Brigada Real da Marinha

Dia dos Fuzileiros Navais: conheça a origem da Brigada Real da Marinha

Você tem o sonho de ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN)? Então, você precisa conhecer o dia 7 de março, quando é comemorado o aniversário do CFN! Saiba mais sobre os fuzileiros e a Brigada Real da Marinha em seu dia especial neste artigo que o Estratégia Militares preparou.

Dia do Corpo de Fuzileiros Navais

O corpo de Fuzileiros Navais originou-se na Brigada Real da Marinha, força naval criada em Lisboa por alvará da Rainha D. Maria I, em 1797. Os componentes da brigada chegaram ao Rio de Janeiro em 07 de março de 1708, juntamente com a família Real,  é por isso que no dia 7 de Março se comemora o aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais. 

No final do séc. XVIII, vivia-se um período de instabilidade social e política, fruto das revoluções liberais que se alastraram pelos continentes europeu e americano. 

Foi também um período de grande atividade da Armada Portuguesa, que além de garantir a proteção da costa contra os corsários e a pirataria, também repelia as ofensivas francesas, escoltava os comboios mercantes oriundos do Brasil e defendia as distantes colônias no Oriente.

Oficial Fuzileiro Naval da Marinha do Brasil
Divulgação: Flickr / Marinha do Brasil

O que foi Brigada Real da Marinha?

A Brigada Real da Marinha foi um corpo militar criado no final do século XVIII e que perdurou até novembro de 1836. Foi concebida com o intuito de suprir as deficiências dos corpos militares que embarcavam nos navios da Armada Real portuguesa. 

Divisões da Brigada Real da Marinha

A Brigada, quando foi criada pelo alvará de 28 de agosto de 1797, contemplava três divisões distintas: 

  • A primeira divisão era dedicada à artilharia naval e sua manutenção, 
  • A segunda era responsável pela defesa e desembarque do mar para a terra; e
  • A terceira era responsável pela manutenção das estruturas dos navios e realização de trabalhos no Arsenal da Marinha. 

O que fazia o Comandante da Brigada?

O Comandante da Brigada era chamado de Inspetor Geral e tinha o posto superior a chefe de esquadra, sendo responsável por garantir que os navios fossem guarnecidos com as peças de artilharia e pelos destacamentos da Brigada. 

Batismo de Fogo da Brigada Real da Marinha

Em 1798, apenas um ano após a sua criação formal, a Brigada Real da Marinha passou pelo seu batismo de fogo no Mediterrâneo, enquadrada pela “Esquadra do Oceano” do Marquês de Nisa.

As ações da Brigada tiveram grande relevância durante o bloqueio naval de Portugal ao porto de Nápoles, e sobretudo quando ocorreu o bloqueio da Ilha de Malta. Nessa ocasião, as forças de desembarque lusitanas, constituídas por centenas de fuzileiros e artilheiros, em conjunto com as forças populares maltesas, expulsaram definitivamente os ocupantes franceses. 

Chegada da Brigada Real da Marinha ao Brasil

Em novembro de 1807, a maioria dos militares da Brigada Real da Marinha embarcaram na esquadra que levava a família real para a colônia brasileira. 

Quando a guerra foi declarada contra a França de Napoleão Bonaparte, a Brigada Real embarcou na esquadra com o objetivo de conquistar Caiena e dominar a Guiana Francesa, a fim de impossibilitar a instalação de uma base da França na América. 

Entretanto, D. João VI regressou a Lisboa no ano de 1821 e deixou grande parte da Brigada Real da Marinha no Brasil. Quando o país se tornou independente, os militares da Brigada que se encontravam no Brasil nunca mais regressaram a Lisboa.

Extinção da Brigada Real da Marinha

A partir desse momento, a Brigada começou a ter problemas profundos na sua organização, devido à falta de pessoal, que não conseguia ser resolvido com uma reorganização. Por isso, a organização se extinguiu em 7 de novembro de 1836 e foi substituída pelo Batalhão Naval.

Banda marcial dos Fuzileiros Navais

Com a vinda da família Real para o Brasil, a Brigada Real trouxe em seu efetivo a banda marcial portuguesa. Na época, servia aos interesses da realeza e promovia a imagem do Brigada Real na sociedade brasileira, além de, nos conflitos em que o Brasil participou, eram os militares músicos que guiavam as tropas, por meio de toques de corneta. 

Atualmente, o grupo é composto por mais de 100 militares que, por meio de sons e movimentos, transmitem o significado de entrosamento e sincronia. Enquanto produzem música, os integrantes se organizam em formações geométricas e dão movimento aos sons. 

O resultado é uma simetria precisa e muitas evoluções criativas. Todos os movimentos são coordenados pelo baliza – o integrante que, com uma espécie de bastão, se desloca por todas as alas da organização, para deixar os músicos alinhados. 

Os músicos fuzileiros navais são conduzidos pelo maestro, com a ajuda do Mor, uma espécie de co-maestro que orienta os deslocamentos da tropa.

O símbolo da banda é a Árvore de Campainha, também conhecida como Escalembau. A haste tem mais de dois metros de altura e possui cerca de 15 quilos.

Haste da Banda dos Fuzileiro Naval da Marinha do Brasil
Divulgação: Flickr / Marinha do Brasil

Um dos diferenciais da Banda Marcial dos Fuzileiros Navais é a presença da gaita escocesa, mais conhecida como gaita de fole. 

A história de como as gaitas chegaram na Marinha começou com a doação dos instrumentos da Rainha da Inglaterra para um navio da força naval norte-americana. Mais tarde, esse mesmo navio foi incorporado à Marinha Brasileira, em 1951, com o nome de Cruzador Tamandaré. A gaitas foram dadas de presente pelos americanos aos brasileiros.

Como ingressar na Marinha do Brasil?

A Marinha tem vários concursos para você que deseja ingressar na instituição, dentre eles:

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Referências

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