40 anos do 1º inverno da Marinha na Antártica

Por Estratégia Militares

Já pensou em passar o inverno no continente mais gelado do planeta? Só de pensar nos desafios sobe aquele frio na espinha! Mas, você sabia que o Brasil já conquistou esse feito há 40 anos atrás?

A 1ª invernada do Brasil na Antártica aconteceu em 1986, há exatamente 40 anos. Foi um feito histórico, coordenado pelo Programa Antártico Brasileiro, o PROANTAR.

Aniversário da 1ª invernada

A Antártica não pertence a nenhum país em particular. As decisões sobre ela são feitas por países-membros do Tratado Antártica. Para poder participar, o Brasil criou o PROANTAR em 12 de janeiro de 1982.

O que é o PROANTAR?

Ele é o responsável por promover as pesquisas científicas do Brasil na Antártica e organizar as expedições até o continente por meio da atuação conjunta da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira (FAB)!

O que faz o PROANTAR?

O 1º inverno na Antártica aconteceu durante a 4ª expedição para o continente, a OPERANTAR IV. Na época, 11 brasileiros, entre pesquisadores e militares, ficaram no continente durante todos os 8 meses do inverno antártico.

Como foi a 1ª invernada?

Eles ficaram na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), inaugurada em 1984. Na época, ela era pouco mais que um agrupamento de contêineres, chamados de módulos, com 150 m².

O sucesso da OPERANTAR IV foi uma conquista histórica para o Brasil e serviu para consolidar a posição do nosso país como membro consultivo do Tratado Antártida.

Qual a importância da 1ª invernada?

O inverno antártico

Imagine não ver a luz do sol por 8 meses. Frio extremo, com médias de -60oC, ventos incessantes. Esse é o clima no lugar mais inóspito da Terra. 

Qual é a logística necessária para os pesquisadores e militares sobreviverem?

Seta

Abastecimento

Durante o inverno, os navios não podem se aproximar por causa do mar congelado. O abastecimento é, então, feito com o lançamento de cargas por paraquedas. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1992.

Hoje em dia, a FAB é a responsável por fazer esses lançamentos de suprimentos com as aeronaves C-130 Hércules, KC-390 Millennium e, mais recentemente, o C-105 Amazonas, os nossos grandes aviões cargueiros.

Transporte

São necessários veículos que consigam se locomover pela neve e solo congelado sob temperaturas extremas. Por isso, a estação conta com 12 tipos diferentes de veículos, que vão desde caminhões guindaste a motos de neve.

Algumas particularidades desses veículos incluem combustível e óleo específicos para climas com temperaturas negativas e pneus que podem ser adaptados com correntes ou esteiras, necessárias para gerar tração na neve.

Navios Polares

Embora eles não possam acessar o continente no inverno, as embarcações são essenciais para transportar os pesquisadores e militares a cada início e fim de ciclos de pesquisa.

Eles são construídos para navegar em águas com gelo fragmentado e são equipados para aguentar mais ou menos 40 dias nesses ambientes extremos. A Marinha têm dois deles: o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” e o Navio Polar “Almirante Maximiano”.

De forma geral, as pesquisas realizadas na EACF giram em torno de áreas como microbiologia, biotecnologia, meteorologia e vigilância epidemiológica.

Quais pesquisas são feitas?

O tema mais recente é “como o corpo e a mente humanos reagem a longos períodos em ambientes classificados como isolados, confinados e extremos?”.

A pesquisa está em desenvolvimento desde 2025 e deve ter dados coletados por todo o inverno antártico de 2026.

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Missões na Antártica

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Web Stories: Raquel Kie Oshio Textos: Raquel Kie Oshio Imagens:  FAB, Marinha do Brasil e Agência Marinha de Notícias.