Entrevista com Júlia Maria Mendonça Miranda, aprovada no CMB

Entrevista com Júlia Maria Mendonça Miranda, aprovada no CMB

“Minha maior dificuldade foi em relação às revisões”, conta a brasiliense Júlia Maria Mendonça Miranda, de 15 anos, aprovada em oitavo lugar do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Militar de Brasília (CMB), onde sua mãe foi professora. A estudante do Estratégia Militares nos concedeu esta entrevista sobre sua preparação, suas renúncias e a disciplina que a levou à conquista. Vamos conferir?

“Sempre tive essa vontade de estudar lá”

Júlia conta que a ideia de ingressar no Colégio Militar de Brasília surgiu ainda na infância, por causa da mãe, que era professora da instituição. Diferente de muitos candidatos, ela nunca estudou exclusivamente para o CMB: “Meu foco nunca foi estudar apenas para passar no colégio militar; eu apenas estudava, dando o meu máximo, e fiz todas as provas possíveis da minha cidade”, explica. Seus professores sempre a apoiaram nesta jornada.

“Participar de uma equipe de robótica durante quatro anos e competir internacionalmente na Califórnia me ensinou a ter disciplina, resiliência e dedicação”, revela Júlia. Foi nesse período que ela aprendeu, na prática, o valor do trabalho em equipe e da persistência. 

Quando decidiu começar a estudar para concursos militares, precisou sair da equipe, mas o amor por ela nunca acabou. “Sou muito grata por todo o apoio dos meus técnicos e colegas; com eles, aprendi a ter responsabilidade, e isso ajudou muito nos meus estudos”, afirma.

Inspirada pela mãe e motivada pelos aprendizados da robótica, Júlia mergulhou na rotina de concurseira. Seu objetivo principal sempre foi a EPCAR, mas ela nunca deixou de fazer “todas as provas possíveis” de sua cidade. 

Foi assim que, mesmo sem ter o fogo centralizado no Colégio Militar, ela conquistou sua vaga. “Graças a Deus, consegui essa conquista e fico muito feliz do Estratégia ter feito parte disso, não tinha como ser melhor”, comemora.

“Acredito que tenho perfil, pois desde sempre gostei do mundo militar, e foi assim que conheci o mundo dos concursos”, afirma Júlia. Para ela, o Colégio Militar não é um ponto de chegada, mas sim uma plataforma de lançamento. “Agora, pretendo continuar estudando para conseguir realizar ainda mais aprovações em provas que pretendo prestar futuramente, e o Estratégia com certeza fará parte disso”, planeja. 

Seu próximo alvo segue sendo a EPCAR e outros concursos militares, sempre com o sonho de fazer parte da Aeronáutica.

“Aprender a me organizar e seguir as etapas com calma”

O início da preparação não foi fácil. “No início, tive que aprender a me organizar e seguir as etapas com calma”, revela. Aos poucos, porém, foi entendendo o que fazer e por onde ir. 

Estudar a distância nunca foi um desafio. “Essa experiência contribuiu para que eu pudesse aprender a ter mais responsabilidade”, afirma. E foi justamente essa autonomia que fez a diferença: poder fazer o próprio horário permitiu que ela focasse principalmente naqueles conteúdos em que tinha mais dificuldade.

“Isso foi essencial para mim”

Júlia explica que a organização foi um dos grandes diferenciais na sua aprovação. “Isso foi essencial para mim, pois aumentou o meu desempenho nos estudos”, afirma. 

Com disciplina, ela conseguia dedicar mais tempo às matérias que exigiam maior atenção, como português, sempre sua maior dificuldade. Dessa forma, Júlia transformou o estudo remoto em uma ferramenta poderosa rumo ao Colégio Militar de Brasília.

“Qualidade em vez da quantidade”

Os estudos aconteciam diariamente. Separava duas matérias por dia para ver teoria e fazer questões, além de uma redação por semana. “Normalmente estudava de 4h a 5h, buscando sempre a qualidade em vez da quantidade”, conta. 

Os horários não eram fixos; ela intercalava de acordo com as dificuldades. “Se eu estava com muita dificuldade em alguma matéria, deixava mais tempo para ela”, explica.

“Aprendi a ter mais responsabilidade”

Júlia precisou aprender a se organizar e a seguir as etapas com serenidade . Com o tempo, foi entendendo o que fazer e por onde ir. “Estudar a distância nunca foi um desafio; essa experiência contribuiu para que eu pudesse aprender a ter mais responsabilidade”, conta. 

Poder fazer o próprio horário ajudou-a a focar nos conteúdos com mais dificuldade, o que foi essencial para aumentar seu desempenho.

“O banco de questões foi essencial”

Aulas gravadas e conteúdo escrito embasaram a teoria. Mas o grande xodó foi o Banco de Questões do Estratégia Militares. “Foi essencial e, com toda certeza, o meu preferido”, conta. 

Outro diferencial apontado por ela é a correção ilimitada de redações: “Te dá a oportunidade de treinar de diversas maneiras, pensando sempre no pior caso”. 

E para aqueles que ainda estão na luta pela aprovação, ela deixa um conselho: “Continuar resiliente mesmo diante de dificuldades, lembrando de quem te apoia para nunca se contentar com pouco. Afinal, o conhecimento ninguém pode te tirar, e atualmente ele é a principal porta para mudar de vida”.

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