ITA Fortaleza terá curso de graduação em Engenharia de Sistemas

ITA Fortaleza terá curso de graduação em Engenharia de Sistemas

O novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que está sendo construído em Fortaleza, no Ceará, informou que mais um curso de graduação em Engenharia foi adicionado àqueles que serão ministrados no local. A contemplada é a Engenharia de Sistemas, muito importante para setores estratégicos, como a indústria, a defesa e o setor aeroespacial. Saiba mais sobre a novidade a seguir!

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A graduação em Engenharia de Sistemas no campus ITA Fortaleza será voltada ao gerenciamento do desenvolvimento de sistemas complexos. Atualmente, esta é uma atividade que exige uma atuação multidisciplinar e a visão integrada de diversas áreas do conhecimento.

Engenharia de Sistemas e a Missão Artemis II

Essa abordagem, aplicada em setores estratégicos, é determinante para o sucesso de muitos projetos. Recentemente, pudemos ver o exemplo do uso desta complexidade na Missão Artemis II, realizada pela NASA entre os dias 1o e 10 de abril de 2026, que marcou a volta do homem à órbita da Lua após mais de 50 anos.

A missão envolveu a integração perfeita de diversos subsistemas, da espaçonave ao foguete, exigindo uma abordagem capaz de coordenar múltiplas áreas de conhecimento.

Segundo o pesquisador do Centro Espacial ITA (CEI), Capitão Engenheiro Bruno Henrique Flores dos Santos Mattos, o sucesso da missão Artemis II é um exemplo da importância da Engenharia de Sistemas como ferramenta. “Trata-se de uma abordagem que permite decompor um sistema altamente complexo em partes menores e mais controláveis, além de estruturar de forma rigorosa as interfaces entre elas”, explicou.

O curso de Engenharia de Sistemas no campus do ITA em Fortaleza irá acompanhar a demanda crescente por profissionais capacitados para atuar em ambientes de alta complexidade. “A formação nessa área fortalece a capacidade nacional de desenvolver soluções tecnológicas integradas, com aplicações em setores estratégicos para contribuir com o avanço científico e a inovação no país”, destaca o Reitor do ITA, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi para a Agência Força Aérea.

Fonte: NASA

O ITA e a experiência espacial brasileira

O Brasil também faz parte do Programa Artemis, pois é signatário do projeto. E o ITA participa das pesquisas por meio do desenvolvimento de um satélite que deverá orbitar a Lua, chamado SelenITA.

O objetivo do projeto será investigar os campos magnéticos e as interações presentes na crosta lunar. Além disso, irá estudar o transporte de poeira na superfície da Lua, provocado por impactos de asteroides e fenômenos elétricos.

O ITA também atua no desenvolvimento do ITASAT II, uma constelação composta por três cubesats voltados ao monitoramento da ionosfera terrestre. Os cubesats são minissatélites de baixo custo e formato padronizado (geralmente em formato de cubo), desenvolvidos para uso educacional e de pesquisa. Com isso, facilitam o acesso ao espaço para startups e universidades, sendo frequentemente usados para testes tecnológicos, comunicações e observação da Terra.

O projeto ITASAT II quer avaliar a formação e o impacto de bolhas de plasma, além de aplicações no setor de defesa, como a identificação óptica de embarcações não colaborativas e a geolocalização de fontes de radiofrequência em solo e no mar.

Outros dois cubesats já foram desenvolvidos pelo ITA e colocados em órbita:

  • o ITASAT-1 (2018), com o objetivo de permitir que professores e pesquisadores acompanhem todas as etapas de um projeto espacial; e
  • o Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT), lançado em 2022, para colher dados da camada superior da atmosfera da Terra, contribuindo para estudos sobre os efeitos das tempestades solares nos sistemas de telecomunicações.

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Fonte

Agência Força Aérea

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Imagens: ITA e NASA

 

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