A “velha mídia” está mesmo morrendo?
Frequentemente, entusiastas das “novas mídias” (blogs, redes sociais, sites de compartilhamento de vídeos etc.) clamam que a dita “velha mídia” está morrendo. Mas será mesmo?
Uma pesquisa recente do Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou que a circulação de revistas aumentou 7% de 2009 para 2010. Em um tempo em que muitos acreditam que revistas impressas vão desaparecer e dar lugar apenas a revistas digitais, parece que o formato tradicional ainda tem fôlego.
É claro que apenas o dado dessa pesquisa não permite tirar uma conclusão definitiva. É preciso cruzá-lo com muitos outros. Mas é um indicativo de que decretar a morte da mídia impressa pode ser prematuro.
Quando o rádio surgiu, decretaram o fim dos jornais, que existem até hoje. E quando a TV surgiu, foi decretada a morte do rádio, que também continua aí. O mesmo deve acontecer a jornais e revistas. Por mais que essa indústria esteja sendo afetada pelo avanço do jornalismo on-line, é improvável que desapareça.
Se olharmos para a história dos meios de comunicação, notaremos que o surgimento de uma mídia nem sempre substitui outra já existente: quase sempre elas passam a coexistir e a interagir. É o que estamos vendo, por exemplo, com o surgimento da TV Social. Com o avanço das mídias sociais na Internet, a TV está se adaptando e mudando o seu formato.
(Gabriel Mallet Meissner, http://entremundos.com.br. Adaptado)
Na frase "É preciso cruzá-lo com muitos outros.", a palavra sublinhada, dentro do contexto, significa: