{"id":58196,"date":"2022-08-23T14:33:05","date_gmt":"2022-08-23T17:33:05","guid":{"rendered":"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/?p=58196"},"modified":"2022-08-23T14:33:13","modified_gmt":"2022-08-23T17:33:13","slug":"sistema-colonial-espanhol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/materias-e-dicas\/historia\/sistema-colonial-espanhol\/","title":{"rendered":"Sistema Colonial Espanhol"},"content":{"rendered":"\n<p>Vai participar dos concursos e quer saber um pouquinho mais de <strong>hist\u00f3ria<\/strong>? Vem com a gente! Confira esse artigo que o <a href=\"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/\" target=\"_blank\" >Estrat\u00e9gia Militares<\/a> preparou para voc\u00ea sobre o Sistema Colonial Espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia da conquista dos territ\u00f3rios do &#8220;<strong>novo mundo<\/strong>&#8221; e dos &#8220;<strong>\u00edndios<\/strong>&#8220;, os <strong>espanh\u00f3is <\/strong>passaram \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do <strong>Sistema de Explora\u00e7\u00e3o Colonial<\/strong>. Na pr\u00e1tica, tratava-se de implantar as pr\u00e1ticas mercantilistas nas col\u00f4nias. Para tanto, historiadores afirmam que houve uma transposi\u00e7\u00e3o dos mecanismos pol\u00edticos-administrativos europeus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nem sempre isso deu certo<\/strong>, sendo preciso fazer certas adapta\u00e7\u00f5es. Afinal, ao longo do tempo houve uma s\u00e9rie de resist\u00eancias. Estas n\u00e3o vieram apenas dos grupos sociais submetidos \u00e0 m\u00e1xima explora\u00e7\u00e3o e servid\u00e3o como os origin\u00e1rios, mas tamb\u00e9m, de outros grupos intermedi\u00e1rios que foram constituindo interesses diversos daqueles da metr\u00f3pole espanhola. Como exemplo temos os filhos de espanh\u00f3is nascidos na Am\u00e9rica que se envolviam com diferentes atividades econ\u00f4micas, os cl\u00e9rigos que se aproximaram dos \u00edndios, a burocracia estatal, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a \u201c<strong>sede de ouro<\/strong>&#8221; do s\u00e9culo XV n\u00e3o se esgotou, mas suas fontes de satisfa\u00e7\u00e3o sim. No s\u00e9culo XVII, as minas de prata e ouro se esgotaram, deixando apenas um rastro de pobreza, como no caso de Potos\u00ed, na Bol\u00edvia, uma das principais minas de prata da Am\u00e9rica espanhola.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o mudou o cen\u00e1rio e contribuiu para as crises internas e at\u00e9 mesmo do Sistema de Explora\u00e7\u00e3o Colonial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado\t<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/materias-e-dicas\/historia\/sistema-colonial-espanhol\/#O-Sistema-Colonial-Espanhol\" >O Sistema Colonial Espanhol<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/materias-e-dicas\/historia\/sistema-colonial-espanhol\/#Sistema-Colonial-Espanhol-Formas-de-exploracao-do-trabalho\" >Sistema Colonial Espanhol: Formas de explora\u00e7\u00e3o do trabalho<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/materias-e-dicas\/historia\/sistema-colonial-espanhol\/#Sistema-Colonial-Espanhol-Estrutura-social-politica-e-administrativa-do-sistema-colonial-espanhol\" >Sistema Colonial Espanhol: Estrutura social, pol\u00edtica e administrativa do sistema colonial espanhol<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/militares.estrategia.com\/portal\/materias-e-dicas\/historia\/sistema-colonial-espanhol\/#A-Igreja-Catolica-na-America-Espanhola\" >A Igreja Cat\u00f3lica na Am\u00e9rica Espanhola<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-sistema-colonial-espanhol\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O-Sistema-Colonial-Espanhol\"><\/span>O Sistema Colonial Espanhol<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Os espanh\u00f3is concentraram suas atividades coloniais na <strong>extra\u00e7\u00e3o mineral<\/strong>. Era o ouro e a prata, sobretudo, no M\u00e9xico e no Peru.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no Chile e em uma parte do M\u00e9xico, as terras produtivas foram divididas em <strong>haciendas <\/strong>\u2014 grandes propriedades territoriais \u2014 doadas pela coroa aos espanh\u00f3is. Nelas, n\u00e3o necessariamente se praticava a monocultura e o trabalho priorit\u00e1rio utilizado foi o dos \u00edndios.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o da economia colonial estava organizada sobre duas estruturas, cujo objetivo era centralizar a administra\u00e7\u00e3o e garantir a m\u00e1xima interven\u00e7\u00e3o e controle da Coroa sobre toda atividade econ\u00f4mica:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Casa de contrata\u00e7\u00e3o<\/strong>: Era o \u00f3rg\u00e3o que centralizava a cobran\u00e7a e arrecada\u00e7\u00e3o de impostos sobre todo tipo de circula\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio colonial: mercadorias, pessoas, informa\u00e7\u00f5es; e<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Sistema de porto \u00fanico:<\/strong> Era a organiza\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o entre a col\u00f4nia e a metr\u00f3pole. Baseava-se na ideia de que todos os navios sairiam da Espanha apenas pelo Porto de C\u00e1diz e chegariam nas col\u00f4nias em apenas tr\u00eas portos: Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Panam\u00e1.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sistema-colonial-espanhol-formas-de-exploracao-do-trabalho\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Sistema-Colonial-Espanhol-Formas-de-exploracao-do-trabalho\"><\/span>Sistema Colonial Espanhol: Formas de explora\u00e7\u00e3o do trabalho<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Nas minas a principal forma de trabalho utilizada para extrair a enorme quantidade de metais preciosos foi a mita.<br><br>Quando os espanh\u00f3is come\u00e7aram a implantar o sistema de explora\u00e7\u00e3o colonial, eles utilizaram as estruturas pr\u00e9-existentes e assim tamb\u00e9m foi feito com o uso da mita. No entanto, os colonizadores ressignificaram, adaptaram e mudaram o seu sentido pois, o pr\u00f3prio sentido da produ\u00e7\u00e3o foi alterado \u2014 agora, tratava-se de garantir o enriquecimento da Metr\u00f3pole por meio do metalismo.<br><br>Assim, a mita passou a ser um trabalho compuls\u00f3rio, principalmente nas minas de ouro e prata. Ele deveria ser executado at\u00e9 a exaust\u00e3o final da pessoa \u2014 sua morte. Os v\u00ednculos sociais com as aldeias de origem foram desestimulados e a quantidade de homens que iam para as minas aumentou significativamente. Jovens e crian\u00e7as tamb\u00e9m iam para as minas. O trabalho era de grande degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade humana, pois usavam merc\u00fario.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Galeano, em seu livro \u2018As veias abertas da Am\u00e9rica Latina\u2019, descreve que os \u00edndios entravam nas profundidades das minas e, eram ordinariamente retirados mortos ou tinham suas cabe\u00e7as e pernas quebradas. Os mitayos retiravam o min\u00e9rio com a ponta de uma barra e o carregavam nas costas, por escadas, \u00e0 luz de uma vela. Fora do socav\u00e3o, moviam enormes eixos de madeira nos engenhos ou fundiam a prata no fogo, ap\u00f3s mo\u00ea-la e lav\u00e1-la.<br>Al\u00e9m da mita, na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola predominou a forma de explora\u00e7\u00e3o do trabalho chamada \u2018encomenda\u2019. A coroa, por meio dos administradores dos Vice-reinados, distribu\u00edam as haciendas ou est\u00e2ncias (grandes propriedades rurais) aos espanh\u00f3is. Estes recebiam o direito de explorar o trabalho ind\u00edgena em troca de catequiz\u00e1-los. Por isso eram chamados de encomienderos \u2014 porque encomendava aos \u00edndios a salva\u00e7\u00e3o de suas almas por meio da cristianiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A encomenda constitui-se como uma dupla agress\u00e3o: primeiro por impor um trabalho compuls\u00f3rio na terra e depois porque era uma forma de imposi\u00e7\u00e3o cultural religiosa.<br><br>A escravid\u00e3o negra africana foi usada em pequena escala nas regi\u00f5es dominadas pela Espanha, com exce\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas da Am\u00e9rica Central como Cuba e Haiti. Isso torna a estrutura da escravid\u00e3o na Am\u00e9rica Espanhola diferente da Am\u00e9rica Portuguesa, pois a escravid\u00e3o negra africana se tornou estrutural na Col\u00f4nia Portuguesa do Brasil.<br><br>A mita e a encomenda n\u00e3o s\u00e3o, em tese, formas de trabalho escravo. Apesar disso, submetiam os povos origin\u00e1rios ao trabalho for\u00e7ado. Assim, precisamos ter claro, que escravid\u00e3o \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de mercadoria a qual a pessoa \u00e9 submetida, n\u00e3o \u00e9 apenas uma rela\u00e7\u00e3o de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pessoa se torna propriedade quer seja do estado, quer seja de um particular. Por isso, ela poderia ser vendida, comprada, alugada e submetida a sev\u00edcias corporais ou f\u00edsicas. No per\u00edodo colonial, a Igreja Cat\u00f3lica colocava alguns limites morais ao tratamento destinado aos negros e aos \u00edndios.<br><br>Assim, podemos afirmar que houve, como consequ\u00eancia, uma desagrega\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais que existiam antes da implanta\u00e7\u00e3o do sistema de explora\u00e7\u00e3o colonial espanhol.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sistema-colonial-espanhol-estrutura-social-politica-e-administrativa-do-sistema-colonial-espanhol\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Sistema-Colonial-Espanhol-Estrutura-social-politica-e-administrativa-do-sistema-colonial-espanhol\"><\/span>Sistema Colonial Espanhol: Estrutura social, pol\u00edtica e administrativa do sistema colonial espanhol<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>A estrutura social, pol\u00edtica e administrativa est\u00e3o interligadas. A estrutura social era rigidamente hierarquizada. Os espanh\u00f3is tinham pol\u00edticas anti-miscigena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de sua mentalidade ser altamente segregadora. Havia, inclusive, uma divis\u00e3o entre os espanh\u00f3is nascidos na Europa, os chapetones, e os filhos de espanh\u00f3is nascidos na Am\u00e9rica, os crioulos. Estes eram considerados inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos nativos eram juridicamente considerados homens livres, ou seja, as leis proibiam a escraviza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Evidentemente, eram considerados inferiores, incapazes e ileg\u00edtimos para ocupar cargos pol\u00edticos ou administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a partir da posi\u00e7\u00e3o na hierarquia social, os chapetones ocupavam ou n\u00e3o cargos na estrutura produtiva, enquanto os crioulos ficavam na parte econ\u00f4mica da col\u00f4nia.<br><br><br><br>Do ponto de vista administrativo, a col\u00f4nia estava organizada em Vice-reinados, intend\u00eancias e c\u00e2maras municipais ou cabildos e Capit\u00e2nias Gerais. Havia um \u00f3rg\u00e3o central para cuidar da col\u00f4nia: o Conselho Real e Supremo das \u00edndias. Ele nomeava os respons\u00e1veis pelos vice-reinos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Vice-reinados: inicialmente existiam dois, Nova Espanha e Peru. Depois foram criados mais dois, Rio da Prata e Nova Granada.<\/li><li>Capit\u00e2nia-geral: eram \u00e1reas estrat\u00e9gicas e militares.<\/li><li>Intend\u00eancias: subdivis\u00f5es administrativas dos Vice-Reinos<\/li><li>Cabildos: tamb\u00e9m eram subdivis\u00f5es menores para atender aos interesses locais, era uma esp\u00e9cie de municipalidade.<br><br>Na sequ\u00eancia, observe a correla\u00e7\u00e3o entre a divis\u00e3o administrativa da col\u00f4nia e a ocupa\u00e7\u00e3o dos cargos por cada um dos grupos sociais:<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/Se3L4sZtRyvZgKUXBCZplIKdzssw-63NAsHZ2w8batt-IR8CAEuHrbbjVP0Xs2n3hqtNf1qQbbxInKFaNW3oLrJSoQuRhidJRDfaoT4Li1SJAnEOo8Bs7ZAbjihBfkNtf_RAfHI42S3CYbCGl0nU_fo\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 quest\u00e3o cultural, \u00e9 preciso&nbsp; ressaltar um elemento fundamental e que tamb\u00e9m diferencia a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola da portuguesa: a cria\u00e7\u00e3o das Universidades!<\/p>\n\n\n\n<p>A Universidade de S\u00e3o Domingos, na Rep\u00fablica Dominicana, \u00e9 historicamente a primeira universidade das Am\u00e9ricas, criada em 1538.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois vieram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>San Marcos, no Peru (1551);<\/li><li>M\u00e9xico (1553), Bogot\u00e1 (1662);<\/li><li>Cuzco (1692), Havana (1728);<\/li><li>Santiago (1738)&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>No caso do Brasil, embora j\u00e1 contasse com escolas superiores isoladas desde 1808, somente no s\u00e9culo XX \u00e9 que se constitu\u00edram universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o das universidades nas col\u00f4nias espanholas est\u00e1 relacionada com a quest\u00e3o religiosa. Era parte das estrat\u00e9gias da Igreja e dos reis para difundir a f\u00e9 crist\u00e3. N\u00e3o podemos nos esquecer de que o s\u00e9culo XVI \u00e9 o momento das Reformas Religiosas, bem como a Contrarreforma Cat\u00f3lica. Nesse sentido, Igreja e Monarquia encontram nas col\u00f4nias um universo de almas a serem convertidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XVII, a Am\u00e9rica Espanhola somava doze universidades, todas com os mesmos objetivos: dom\u00ednio da cultura crist\u00e3, forte dogmatismo doutrin\u00e1rio, preocupa\u00e7\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o profissional burocr\u00e1tica e \u00eanfase nas disciplinas humanas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-igreja-catolica-na-america-espanhola\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"A-Igreja-Catolica-na-America-Espanhola\"><\/span>A Igreja Cat\u00f3lica na Am\u00e9rica Espanhola<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no processo de expans\u00e3o territorial dos reinos ib\u00e9ricos na \u00c1frica (Madeira, A\u00e7ores, Ilhas Can\u00e1rias) no s\u00e9culo XV, a Igreja Cat\u00f3lica legitimava as conquistas sobre os povos subjugados. Contudo, a partir de uma concep\u00e7\u00e3o segundo a qual as popula\u00e7\u00f5es conquistadas deveriam ser evangelizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, em troca da legitima\u00e7\u00e3o que o papado conferia \u00e0s a\u00e7\u00f5es dos espanh\u00f3is no &#8220;al\u00e9m mar&#8221;, os monarcas cat\u00f3licos se comprometiam a apoiar, proteger e manter a atividade de evangeliza\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, tanto nas feitorias (\u00c1frica), quanto nos reinados e col\u00f4nias (Am\u00e9rica).<\/p>\n\n\n\n<p><br>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da Igreja, que a fez assumir essa fun\u00e7\u00e3o logo no in\u00edcio dos processos de coloniza\u00e7\u00e3o, foi o crescimento do protestantismo na Europa. Com efeito, a Igreja Cat\u00f3lica se viu diante de um grande desafio de evangeliza\u00e7\u00e3o no Novo Mundo, segundo a l\u00f3gica de que: uma vez estabelecida a autoridade espanhola, as ordens mission\u00e1rias entraram em cena para evangelizar os povos conquistados<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/0FVQyxAsxVaGcHQNmTZ3Eqa3d8x0KipzS-8V2emJkAModRxwQK1a_CtuFuhItfQPs2SsLgLvM9HqToFaO3UIeRHOeSCw3LcuMKGfkVZUZOTeFJdArGzq7biffHVHU5xQ6iWQYfQkvLXmbhz5xq5GM_Y\" width=\"3\" height=\"2\"><br><\/p>\n\n\n\n<p>No geral, voc\u00ea deve pensar no seguinte esquema:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Primeiro: conquista pol\u00edtica e militar; e&nbsp;<\/li><li>Segundo: conquista espiritual.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Importante frisar que, embora imbu\u00eddos desse papel favor\u00e1vel aos dominadores, muitos cl\u00e9rigos de correntes doutrin\u00e1rias reformistas apresentavam diverg\u00eancias no trato com os povos origin\u00e1rios.<br><br>Isso porque, a influ\u00eancia do humanismo do renascimento contribuiu para construir uma concep\u00e7\u00e3o humana dos ent\u00e3o considerados nativos. A tend\u00eancia foi conceber os \u00edndios como iguais por tamb\u00e9m serem filhos de Deus. Dessa forma, emergiu um choque, um conflito, entre a vis\u00e3o dos principais evangelistas e a mentalidade colonialista. Isso porque muitos foram os cl\u00e9rigos que optaram por defender os \u00edndios.<br><br>Um dos cl\u00e9rigos mais conhecidos que se opunha \u00e0 viol\u00eancia do papel dominador, por exemplo, foi Bartolom\u00e9 de Las Casas (1484-1566), um frade dominicano. Ele atuou nas Antilhas, uma das primeiras terras conquistadas pelos espanh\u00f3is nas Am\u00e9ricas. Aqui, pregou a pr\u00e1tica da Igreja secular (aquela que estava mais voltada \u00e0s origens do cristianismo) e se posicionou contr\u00e1rio ao modo como o sistema colonial come\u00e7ava a se desenvolver, isto \u00e9, com viol\u00eancia sobre os \u00edndios.<br><br>Al\u00e9m dos dominicanos, como Bartolom\u00e9 de Las Casas, outras ordens cat\u00f3licas assumiram a miss\u00e3o. Foram elas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Franciscanos (os primeiros a chegar no M\u00e9xico, em 1524, e, depois, no Peru, em 1534);<\/li><li>Agostinianos;<\/li><li>Merced\u00e1rios; e<\/li><li>Jesu\u00edtas (somente a partir de 1568, pois foi uma ordem criada no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Por um lado, para essas diversas ordens cat\u00f3licas, o Novo Mundo representava uma Provid\u00eancia Divina para a constru\u00e7\u00e3o do &#8220;Reino de Deus&#8221; e a restaura\u00e7\u00e3o da Igreja primitiva (secular). Por outro, para a monarquia espanhola, a vantagem de apostar em um modelo de mission\u00e1rios \u2014 com frades e cl\u00e9rigos mendicantes &#8211; era que n\u00e3o havia amea\u00e7as de apropria\u00e7\u00f5es indevidas dos metais, em regra. Como eram correntes doutrin\u00e1rias que pregavam a devo\u00e7\u00e3o e a vida livre de bens materiais, os neg\u00f3cios da coroa n\u00e3o estariam amea\u00e7ados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cat\u00f3licos que partiram para a Am\u00e9rica Espanhola tamb\u00e9m foram importantes para ajudar na vida administrativa das terras conquistadas. As dioceses estabelecidas nas cidades influenciavam tanto a vida religiosa (importante para o relacionamento com os \u00edndios e com a pr\u00f3pria disciplinariza\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is), quanto a vida civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio das dioceses eram feitas indica\u00e7\u00f5es dos candidatos a benef\u00edcios e executava-se boa parte das leis das autoridades pol\u00edticas. A partir das dioceses &#8211; estruturas maiores localizadas nas grandes cidades -, organizavam-se as par\u00f3quias, as quais mantinham o controle sobre os pequenos povoados.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse papel administrativo, em 1576, o papa Greg\u00f3rio XIII autorizou que os crioulos pudessem ascender ao sacerd\u00f3cio, principalmente por conhecerem melhor a l\u00edngua dos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorreu que, somente no s\u00e9culo XVIII foi identificado um n\u00famero significativo de \u00edndios e crioulos em postos religiosos nas dioceses e par\u00f3quias. N\u00e3o por menos, o crescimento do trabalho educacional religioso dos jesu\u00edtas os tornou uma for\u00e7a amea\u00e7adora dos interesses dos colonos espanh\u00f3is.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A soma da desconfian\u00e7a dos colonos para com os jesu\u00edtas, com o crescente ideal da Ilustra\u00e7\u00e3o de controle do Estado sobre a religi\u00e3o, inaugurou, na metade do s\u00e9culo XVIII, uma forte campanha antijesu\u00edtica. Assim, a Espanha, seguindo o exemplo de Portugal, expulsou os jesu\u00edtas das terras espanholas em 1767.<\/p>\n\n\n\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica tamb\u00e9m influenciou a constru\u00e7\u00e3o das universidades no s\u00e9culo XVI: na Cidade do M\u00e9xico; em Lima; em Santo Domingo; em Quito; e, em Bogot\u00e1. Ou seja, a Igreja foi uma entidade fundamental para organizar toda uma sociedade colonial, desde a domina\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, passando por assuntos administrativos, at\u00e9 chegar na forma\u00e7\u00e3o do intelecto que se desenvolveu nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conventos, como o das carmelitas, tamb\u00e9m instalados nas principais cidades vinculadas aos neg\u00f3cios, encarregaram-se da educa\u00e7\u00e3o religiosa das mulheres das fam\u00edlias dos crioulos. Isso porque, boa parte da vida dos conventos girava em torno da prepara\u00e7\u00e3o das mulheres para o casamento. Por sua vez, as mulheres \u00edndias n\u00e3o eram aceitas como iguais nos conventos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante da atua\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica nas Am\u00e9ricas, que contribuiu para consolid\u00e1-la como institui\u00e7\u00e3o preponderante, foi o trabalho da Inquisi\u00e7\u00e3o. Com destaque a partir do s\u00e9culo XVII, apesar do trabalho das doutrinas restauracionistas, o setor da Igreja mais vinculado ao papado passou a considerar o misticismo, os crioulos infi\u00e9is, os protestantes e os judeus que ousavam viver em terras espanholas como hereges e pag\u00e3os. Toda idolatria dos \u00edndios, por exemplo, passou a ser condenada como feiti\u00e7aria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhos da Inquisi\u00e7\u00e3o desembarcaram nas Am\u00e9ricas em 1519 e, mais tarde, passaram a funcionar como Tribunais (1570, em Lima; 1571, na Cidade do M\u00e9xico).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a maioria dos casos da Inquisi\u00e7\u00e3o tivesse reca\u00eddo sobre ingleses, franceses, holandeses, belgas e alem\u00e3es, diante de diferentes formas de terror at\u00e9 ent\u00e3o j\u00e1 vividas, os \u00edndios se viram efetivamente aterrorizados e obrigados a viver suas vidas numa duplicidade esquizofr\u00e9nica. Exteriormente, tornaram-se crist\u00e3os, ao passo que interiormente continuavam adeptos de credos religiosos ind\u00edgenas, cada vez mais desvirtuados e desorganizados.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, a Inquisi\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica espanhola imp\u00f4s sua autoridade, de fato, contra negros, escravos e homens livres que amea\u00e7avam a ordem colonial estabelecida, seja por propagarem religi\u00f5es tidas por &#8220;supersticiosas&#8221;, seja por pregarem ideias potencialmente revolucion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Curtiu a leitura? O Sistema Colonial Espanhol \u00e9 um assunto faz parte dos conte\u00fados cobrados nas provas dos concursos militares, ent\u00e3o n\u00e3o deixe de estud\u00e1-lo. Se voc\u00ea tem o sonho de ingressar nas carreiras militares do Brasil, confira o Banco de Quest\u00f5es do Estrat\u00e9gia Militares e garanta a sua aprova\u00e7\u00e3o! 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